Araçatuba confirmou mais três mortes e 52 casos positivos de Covid-19, totalizando 115 óbitos, sendo 25 em agosto, e 5.051 pacientes infectados pelo novo coronavírus. Destes, 4.214 estão curados. As novas vítimas da pandemia são um homem de 62 anos, que faleceu no dia 18 de agosto e duas mulheres, de 69 e 78 anos, que morreram nesta sexta-feira (21).
Elas estavam hospitalizadas e não resistiram à gravidade do quadro clínico. Outras três mortes estão sendo investigadas. De outro lado, houve seis altas médicas nesta sexta. Até quinta, havia 51 pacientes internados.
Atualmente, tem 45, dos quais 28 estão em leitos de enfermaria e 17 em UTI, dos quais 13 com respiradores. Nas últimas 24 horas, foram notificados mais 83 casos suspeitos de Covid-19, totalizando 14.847 notificações. Destas, 9.387 testaram negativo para a doença e outras 409 pessoas aguardam resultado de exame.
O número de pessoas em monitoramento ou tratamento domiciliar caiu, passando de 2.228 para 1.144. Elas testaram positivo para a doença ou aguardam resultado de exame e, como o estado clínico delas não requer internação, devem permanecer em isolamento social em casa por um período de 14 dias.
FASE AMARELA
A região de Araçatuba se manteve na Fase Amarela, também chamada de flexibilização, no Plano São Paulo de retomada da economia. O anúncio foi feito no início desta tarde pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM). Esta é a 11ª classificação do plano desde o início da quarentena no Estado, em março deste ano. Pela primeira vez, nenhuma região do Estado está na Fase Vermelha, de alerta máximo para a pandemia.
Agora, 88% da população do Estado estão na Fase Amarela, que permite a abertura por oito horas do comércio, shoppings, escritórios, bares, restaurantes, salões de beleza, barbearias e academias. A abertura é permitida, mas devem ser respeitados os protocolos sanitários de obrigatoriedade de uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel, respeito ao distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas e atendimento limitado a 40% da capacidade.
Nas academias, o limite é de 30% de capacidade e só são permitidas aulas e atividades individuais. “São sinais de que a pandemia no Estado de São Paulo está em declínio, mas isso deve ser registrado com prudência, cautela e atenção”, afirmou Garcia.
ESTADO
Nesta sexta-feira (21), o Estado de São Paulo registra 28.155 óbitos e 735.960 casos confirmados do novo coronavírus. Foram 250 novas mortes nas últimas 24 horas. Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 532.063 pessoas estão recuperadas, sendo que 83.926 foram internadas e tiveram alta hospitalar.
As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 54,8% na Grande São Paulo e 56,8% no estado. O número de pacientes internados é de 11.989, sendo 6.823 em enfermaria e 5.166 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 desta sexta (21). Atualmente, dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 644 cidades, sendo 513 com um ou mais óbitos.
Entre as vítimas fatais estão 16.227 homens e 11.928 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,7% das mortes. Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 342.768 homens e 387.153 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.039 casos.
BRASIL
O Brasil registrou 1.031 novas mortes pela Covid-19 e 31.391 casos da doença, nesta sexta (21). Dessa forma, o país chegou a 113.454 óbitos e 3.536.488 infecções desde o começo da pandemia. Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.
O governo do Acre afirmou que o estado registrou um número pequeno de casos por problemas técnicos na plataforma e-SUS. Além dos dados diários do consórcio, a Folha de S.Paulo também divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.
De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 980, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados. O Brasil tem uma taxa de cerca de 53,7 mortos por 100 mil habitantes.
Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 53,6 e 62,4 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente. O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 46,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Recentemente, a Índia, com 54.849 óbitos, também passou o Reino Unido em número de mortos.