Dos 4.314 pacientes de Araçatuba que foram infectados pelo novo coronavírus, 3.010 venceram a covid-19 e estão recuperados, segundo a Vigilância Epidemiológica. De outro lado, o município registrou 94 novos casos da doença e três óbitos, totalizando 99 mortes, sendo nove no mês de agosto. As mais recentes vítimas da pandemia são três idosas, de 60, 66 e 86 anos de idade, que estavam hospitalizadas e faleceram entre essa quinta (6) e sexta-feira (7).
Nas últimas 24 horas, foram registrados mais 231 casos suspeitos, totalizando 12.282 notificações. Destas, 7.669 testaram negativo para covid-19 e 299 aguardam resultado de exame. Nos hospitais da cidade, houve uma alta médica nesta sexta, sem novas internações. Permanecem hospitalizados 62 pacientes de Araçatuba, sendo 41 em leitos de enfermaria e 21 em UTI, dos quais 12 com uso de ventiladores.
Em monitoramento ou tratamento domiciliar estão 1.527 pessoas que testaram positivo para a doença ou aguardam resultado de exame, 1.260 a menos em relação aos dados de quinta-feira. Como seu estado clínico não requer internação, elas devem permanecer em isolamento social em casa por um período de 14 dias.
PESQUISA
O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas e IBOPE Inteligência, empresa que está realizando pesquisas para medir o nível de imunização da população brasileira informa que uma equipe estará em Araçatuba para a quarta etapa do levantamento, a acontecer de 20 a 23 de agosto. A pesquisa ocorre em 133 cidades do país. Nos quatro dias da coleta, entrevistadores do IBOPE Inteligência vão visitar 250 domicílios de selecionados por critérios estatísticos em cada uma das cidades e convidar os moradores a participarem das entrevistas e testes rápidos para o coronavírus.
Como nas outras etapas, um profissional de enfermagem contratado e residente em cada município fará o contato prévio para elaboração da logística em cada local. O objetivo dessa pesquisa é medir o nível de imunização da população brasileira e identificar de que forma o vírus está se propagando pelo Brasil, a fim de auxiliar na criação de políticas públicas mais eficientes no combate à pandemia, baseadas em critérios científicos sobre o comportamento do vírus.
BIRIGUI
Prefeitura de Birigui confirmou mais uma morte pela covid-19 na cidade, nesta sexta-feira (07). Trata-se de uma mulher, de 25 anos, sem comorbidades, que estava internada desde o dia 14 de julho no Hospital de Campanha de Penápolis. Com essa morte, Birigui chega a triste marca de 47 óbitos confirmados. Até ontem, a cidade registrava 1.252 casos confirmados de coronavírus, sendo que 798 já se curaram.
Em Birigui, foram registradas 4.753 notificações da doença, onde 1.487 tiveram exame negativo e 315 ainda aguardam por exames. Mais de 200 pessoas ainda estão sob investigação. A cidade também investiga outros 4 óbitos. Dois profissionais da saúde já morreram pela doença deste o início da pandemia na cidade. Atualmente, 583 estão notificados, 209 deram positivo, 267 deram negativo e 107 estão aguardando os resultados dos exames.
100 MIL VIDAS
O Brasil irá atingir a trágica marca de 100 mil mortos pela covid-19 no decorrer de sábado (8). Nesta sexta, foram registrados 1.058 mortes pela doença e 49.895 casos. Dessa forma, os óbitos chegaram a 99.705 e as infecções a 2.967.457. Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.019, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados. O Brasil tem uma taxa de cerca de 47,6 mortos por 100 mil habitantes.
Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 49,3 e 70,1 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.
O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 40 mortes para cada 100 mil habitantes. Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 9,6 mortes por 100 mil habitantes