10 de julho de 2026
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Perícia conclui que incêndio na Acrepom foi criminoso

Por Redação |
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Saiu na manhã desta quinta-feira (16) o laudo realizado nos escombros do que sobrou da sede da Acrepom, após incêndio no dia 21 de junho, e a conclusão dos peritos é de que o fogo teve início de maneira proposital em três diferentes pontos do prédio.

Conforme o documento, os peritos constataram que o maior foco do incêndio foi no setor de prensa, de fragmentação e também em um local utilizado como refeitório pelos cooperados, onde foram constatados vestígios de maior ação do fogo, propagando-se através do forro de madeira e estrutura do telhado, e posteriormente para a recepção, vestiários e biblioteca, conforme constatado com base nas posições dos escombros do telhado e vestígios nas paredes.

Após um minucioso exame no local, os peritos identificaram um foco de menor proporção na cozinha e outro na parede externa da cozinha, perto de um armário de gás. Devido à existência de três focos não interligados foi possível, por indução, constatar que o incêndio teve início de maneira proposital. Os peritos só não conseguiram identificar qual material inflamável foi utilizado para dar início às chamas.

O INCÊNDIO

O incêndio destruiu um galpão, duas prensas hidráulicas e um caminhão de pequeno porte da Acrepom, cooperativa de coletores de materiais recicláveis fundada há 25 anos com sede na avenida dos Araçás, em uma área que abrigava a antiga secretaria municipal de obras da Prefeitura de Araçatuba.

O fogo começou por volta de meio dia. No dia do incêndio a vice-prefeita Edna Flor, fundadora da Acrepom, disse que o Corpo de Bombeiros chegou muito rápido ao local, o que impediu que as chamas se alastrassem para o arquivo morto da prefeitura, que funciona ao lado, e também para o pátio onde ficam armazenados os materiais coletados.

As labaredas no galpão ficaram intensas e muita fumaça pode ser vista de vários pontos da cidade. O trânsito teve de ser interditado para preservar a segurança e viabilizar o trabalho das equipes do Corpo de Bombeiros. As chamas só não se alastraram do galpão da Acrepom para o arquivo morto da prefeitura porque havia um cômodo praticamente vazio entre os dois prédios. O arquivo morto guarda toda a documentação física da prefeitura.

O trabalho dos bombeiros foi bastante delicado porque as duas prensas armazenam 200 litros de óleo cada uma, e a alta temperatura poderia provocar outro incidente no local. Testemunhas afirmam que houve explosões dentro do galpão, possivelmente durante a queima do caminhão Effa, que ficou completamente destruído pelas chamas.

Foram destruídos pelo fogo duas prensas, uma fragmentadora de papel, mesas, cadeiras, televisor, freezer, geladeiras, bebedouro de água gelada e dois veículos, um deles elétrico para a coleta de recicláveis na região central, e uma picape Effa, além de 47 cestas básicas que seriam distribuídas aos associados e entidades sociais.