08 de julho de 2026
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Coronavírus em animais de estimação é diferente do que age em humanos

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Muitas pessoas que possuem animais de estimação ainda tem dúvidas com relação ao coronavírus em seus bichos. Como funciona a doença neles, se há risco de transmissão, quais são os principais cuidados que devem tomar.

De acordo com Jéssica Baltazar Vergílio (CRMV 44734) e Juliana Pereira Barbosa (CRMV 44737), veterinárias de Araçatuba, o coronavírus em cães e gatos é uma doença causada por cepas diferentes do vírus, em cães causado pela cepa do vírus CCoV, e nos felinos a cepas do vírus são FECV e FIPV. “No meio veterinário essas doenças já ocorrem há muito tempo. A coronavirose canina afeta o sistema digestório dos cães causando diarreia e vômito, podendo levar a quadros de anorexia e desidratação, e dependendo da gravidade do quadro pode até levar a óbito”.

“Já o coronavírus felino, ele é mais agressivo do que nos cães, pois ele causa uma gastroenterite crônica, em que leva a uma mutação conhecida como a PIF (peritonite infecciosa felina), que é fatal. Nos gatos os sinais clínicos são diarreia, perda de apetite, convulsões, febre e vômitos”, explicam. A transmissão ocorre entre as espécies (de cães apenas para cães, e de gatos apenas para gatos) por fezes contaminadas desses animais.

Sobre o risco de transmissão em humanos, as veterinárias explicam o que na verdade acontece, já que esse é atualmente um dos assuntos mais comentados. “O que acontece é que as cepas dos vírus são diferentes entre os animais e humanos, dificultando a transmissão entre eles. Por enquanto não existe nenhuma pesquisa confirmatória de animais com covid-19 no Brasil. Mesmo assim, em casos de pessoas que testaram positivo para o covid-19, deve-se manter isolamento total, tanto de humanos, quanto de animais”, contam.

As especialistas também falam sobre os principais sinais que os donos devem se atentar, para descobrir que o seu animal está infectado, e se há tratamento. “Em cães, precisamos observar se ele apresenta os principais sinais clínicos, como a diarreia e o vômito, podendo se agravar em anorexia e desidratação, assim como citamos no começo. Assim que o tutor observar que seu animal apresenta esses sinais, levar rapidamente ao(a) médico(a) veterinário(a) que é o único profissional capacitado para dar o diagnóstico correto e assim tratar”.

“Já nos gatos, quando eles inicialmente apresentam sinais clínicos do coronavírus, também deve ser levado ao(a) médico(a) veterinário(a) para diagnóstico e tratamento. Porém, quando o vírus sofre mutação para PIF (peritonite infecciosa felina) o tratamento acaba se tornando mais difícil e o prognóstico é ruim, podendo levar o animal a óbito”, explicam Jéssica e Juliana.

As veterinárias finalizam citando os principais cuidados que os donos devem ter com seus animas de estimação nesse momento. “Para cães, o ideal é realizar o protocolo vacinal completo desde filhote com a vacina v10, pois ela possui o antígeno para doença. Deve-se manter higiene onde os animais vivem e evitar que eles tenham contato com as fezes de outros animais desconhecidos. Em relação aos felinos, no momento ainda não existe vacinação para esse vírus do subtipo FCoV, mas mesmo assim eles devem ser vacinados. Deve-se manter higiene onde os animais vivem, evitar que eles tenham contato com as fezes de animais desconhecidos. O ideal é ter duas caixinhas de areia para cada gato, manter potes de água e ração longe das caixinhas de areia e ter um bom manejo ambiental”, completam.