09 de julho de 2026
Região

Bauru confirma caso suspeito de coronavírus e coloca região em alerta

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, informa a investigação de um caso suspeito do novo coronavírus na cidade de Bauru, que fica 195km de Araçatuba.

Trata-se de uma jovem de 18 anos que esteve nos últimos 14 dias na China e apresentou sinais e sintomas da doença no último dia 2 de fevereiro, sendo febre, tosse e coriza.

A paciente permanece em isolamento social até a remissão dos sintomas e não foi necessária a internação.

A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que todas as medidas foram tomadas de acordo com os protocolos preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.

NO ESTADO

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está monitorando seis casos suspeitos de coronavírus, sendo três na capital e três no interior (dois de Paulínia e um Americana). Nesta terça-feira (4), um caso da capital foi descartado após diagnóstico de rinovírus.

Os casos que seguem em monitoramento são cinco adultos, sendo três na capital e dois em Paulínia, e uma criança em Americana. Destes, apenas um caso de Paulínia não tem histórico de viagem à China, sendo considerado suspeito por apresentar sintomas clínicos e ter tido contato com paciente considerado suspeito.

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Conforme definido pela pasta federal, os casos inseridos até o meiodia pelos municípios são divulgados no boletim da mesma data. Já os inseridos posteriormente, são divulgados no balanço do dia seguinte.

Os seis casos suspeitos estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar.

Os familiares dos pacientes considerados suspeitos estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

“O monitoramento está em curso, com organismos internacionais e nacionais de saúde, e nossas equipes seguem acompanhando o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus (consulte os sites indicados no final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos e enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Os exames consistem numa análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa “Reação em cadeia da polimerase”). São feitos a partir da a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que deve ser realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública do Estado de São Paulo. Os resultados são comunicados pelo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

Com informações: Jornal da Cidade