Uma estimativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calculou que no primeiro dia de 2020 nasceram aproximadamente 392 mil bebês em todo o mundo. No Brasil, a estimativa apontou o nascimento de 8.009 bebês no primeiro dia do ano.
O país com o maior número de nascimentos é a Índia, que deu as boas-vindas a 67,3 mil crianças. O segundo lugar da lista fica com a China, que testemunhou o nascimento de pelo menos 46,2 mil bebês. Dentre as oito nações com o maior número de recém-nascidos no Ano Novo estão Nigéria (26 mil), Paquistão (16,7 mil), Indonésia (13 mil), Estados Unidos (10,4 mil), República Democrática do Congo (10,2 mil) e Etiópia (8,4 mil).
Infecções
No ano passado, o mundo perdeu cerca de 2,5 milhões de crianças logo nos primeiros meses de vida. Um terço dessas mortes ocorreu no primeiro dia de vida. As causas do óbito, na maioria dos casos, eram evitáveis. Entre elas estavam: complicações no parto, infecções ou nascimento prematuro. Outros 2,5 milhões de bebês foram considerados natimortos, ou seja, estavam mortos quanto chegaram ao mundo.
Apesar de uma situação sombria, o globo tem registrado avanços nas últimas três décadas quando o tema é sobrevivência infantil. O número de crianças que morriam, antes de completar o quinto aniversário, caiu em mais que a metade. Os progressos são menores para os recém-nascidos.
A quantidade de mortes infantis no primeiro mês de vida representou 47% de todos os óbitos de crianças abaixo de cinco anos de idade.
Campanha
O Unicef realiza a campanha "Toda Criança Viva" (Every Child Alive campaign) que pede investimentos urgentes em profissionais de saúde para que tenham o treinamento adequado, e que eles tenham os medicamentos corretos para assegurar que cada bebê receba o tratamento em casos de complicações adequado no parto e no pré-natal.
O órgão lembra que muitas mulheres e crianças não recebem a assistência adequada, ou que falta o acesso a enfermeiros e parteiras na hora do nascimento. Ainda segundo a instituição, o resultado desta falha é arrasador e é preciso garantir que milhões de bebês tenham acesso a esses profissionais, nascendo de forma segura, e sobrevivendo.
A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destacou que o início de um novo ano "é uma oportunidade para refletir sobre nossas esperanças e aspirações, não apenas pelo nosso futuro, mas também pelo futuro daqueles que virão depois de nós". Ela destaca que, à medida que o calendário muda todo mês de janeiro, "somos lembrados de todas as possibilidades e potencialidades de cada criança embarcando na jornada de sua vida-se elas tiverem essa chance".
Ainda segundo a Unicef, em 2018, 2,5 milhões de recém-nascidos morreram no primeiro mês de vida. Cerca de um terço dos recém-nascidos veio a óbito no primeiro dia de vida e a maioria morreu de causas evitáveis, como parto prematuro, complicações durante o parto e infecções como sepse (infecção que se espalha rapidamente pelo corpo se não for tratada de forma rápida). O relatório finaliza apontando que mais de 2,5 milhões de bebês nascem mortos a cada ano.