09 de julho de 2026
Bilac

Cinco perguntas para responder sobre a morte do pecuarista Barbieri

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Era um fim de semana tranquilo no bairro Nova York, em Araçatuba, menos para um morador do arborizado condomínio Casablanca, na rua José do Patrocínio.

O conjunto de casas fica a 400 metros da movimentada Avenida Brasília, mas o acesso pode se dar também pelo lado oposto por uma rua de terra. Alguém possivelmente pulou o muro e, encontrando uma janela aberta, invadiu a residência.

O invasor encontrou ali o pecuarista Antonio Barbieri, 93 anos, viúvo, sozinho. A tragédia que se sucedeu foi notada primeiramente pela empregada, que ao chamar o patrão à porta para fazer a tarefa, no sábado de manhã, não obteve resposta. Comunicou o fato estranho a um funcionário do condomínio e este viu o corpo.

A hipótese inicial de uma invasão pela janela foi considerada fortemente pela polícia porque não há sinais de arrombamento nas portas. Apenas uma abertura estava escancarada, a janela que fica próxima ao quarto de Barbieri. As demais janelas estavam fechadas, intactas.

O óbito foi constatado por um médico do Samu. O pecuarista estava na cama e com as mãos amarradas por uma mangueira plástica transparente de oxigênio, objeto utilizado pela esposa já falecida. Manchas de sangue no travesseiro e vestígios de terra pela casa foram registrados. Móveis estavam com as portas e gavetas abertos e vários objetos fora de ordem.

O primeiro parente a chegar ao local foi o farmacêutico Vanderley, sobrinho de Barbieri, e morador em Araçatuba. O filho Renato, também de Araçatuba, teve o celular apreendido. O protocolo policial considerou nesse caso o fato de que foi a última pessoa a ter contato com a vítima ainda em vida.

O corpo de Antonio Barbieri foi enterrado neste domingo (8) no Cemitério Municipal de Bilac.

5 perguntas sobre o caso

1- Os sinais de terra no imóvel indicam que o invasor usou o acesso sem asfalto?

É possível, pois há marcas de calçados no muro lateral junto à rua de terra.

2. Existem imagens que identificam a presença de alguém estranho no condomínio?

Não há monitoramento interno por câmeras, segundo foi informado à polícia.

3. Que horas teria ocorrido a invasão?

Impossível saber. Pode tanto ter sido na sexta-feira à noite, como no sábado de madrugada.

4. Houve descuido por parte da vítima?

Se for considerada a possível invasão pela janela aberta, pode-se concluir que esse foi um fator que facilitou a ação do criminoso. Mas deve ser considerado que, do contrário, o assaltante poderia ter agido de outra forma ou até mesmo escolhido outra residência para atacar.

5. Qual a responsabilidade do síndico ou condomínio? Houve negligência na segurança?

Somente a apuração cuidadosa do caso poderá esclarecer se houve ou não culpa da administração do condomínio no que se refere à aplicação do regimento interno. O trabalho da investigação policial por meio de inquérito é essencial para definir as responsabilidades e eventualmente desencadear medidas preventivas dos condôminos.