A Assembleia Legislativa de São Paulo vem fechando o cerco para o público e para a imprensa que frequentam a Casa.
As restrições de acesso se intensificaram a partir de novembro, quando começou a tramitar a reforma da Previdência proposta pelo governador João Doria (PSDB).
Na gestão do deputado Cauê Macris (PSDB), reeleito presidente da Casa em março e aliado de Doria, a entrada de repórteres no plenário foi proibida e, na última quinta-feira (5), o plenário foi fechado para o público, assim como o acesso ao prédio da Assembleia.
Macris argumenta que há um clima novo na Casa, de guerra entre extremos e de nervosismo à flor da pele, o que inspira cuidado com a segurança.
Na quarta (4), por exemplo, o deputado Arthur do Val (ex-DEM e hoje sem partido) provocou o público e foi ameaçado de agressão por deputados do PT -houve empurra-empurra entre os deputados.