A redução da profundidade do canal de navegação do porto de Santos, no litoral sul de São Paulo, tem causado transtornos para navios destinados às operações de granéis líquidos químicos.
A falta de condições para atracação gera sobrestadia, multa cobrada por exceder o tempo de permanência em um porto conforme estipulado na carta-partida.
Os valores variam de US$ 20 mil a US$ 35 mil por dia (R$ 83 mil a R$ 145 mil). O prejuízo total estimado já atinge US$ 5 milhões (R$ 20,7 milhões).
Ao menos 14 navios já cancelaram a vinda ao porto, que tem fila de 15 dias. O problema ainda pode aumentar com a chegada de novas embarcações.
Somente uma agência marítima de Santos acumulou prejuízos de aproximadamente US$ 1,7 milhão (R$ 7 milhões).
O prejuízo é provocado pelo assoreamento (depósitos de sedimento) no leito do canal, que resultou na redução do calado operacional. As obras de dragagem estão suspensas desde abril.