10 de julho de 2026
Brasil

Bolsonaro defende democracia na América

Por Redação |
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Pelo segundo dia seguido, depois de ter excluído a Folha de S.Paulo de uma licitação para a Presidência e ameaçar boicote aos anunciantes do jornal, o presidente Jair Bolsonaro repetiu neste sábado (30) um discurso sobre democracia e liberdade.

Durante solenidade de entrega das espadas aos novos aspirantes na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende (RJ), Bolsonaro disse que "não vai descansar" enquanto os países sul-americanos "não respirarem democracia e liberdade". "Parabéns a todos vocês, militares das nações amigas. Em especial da nossa América do Sul. Nós não descansaremos enquanto os países-irmãos não respirarem democracia e liberdade. Que os nossos povos não se deixem persuadir ou iludir pela facilidade. A democracia e a liberdade são o nosso oxigênio", disse o presidente.

Entre os 425 novos aspirantes da Aman, 11 eram de fora do Brasil, oriundos de Guiana, Namíbia, Angola, Honduras, Paraguai e Uruguai, segundo o discurso de Bolsonaro.

Após o evento, o presidente não quis dar entrevista, repetindo postura adotada na sexta (29), em outro evento em Resende, na fábrica de combustível nuclear da INB (Indústrias Nucleares do Brasil), e após comer um sanduíche em uma lanchonete local.

Mais cedo, em Três Corações (MG), o presidente também evitou a imprensa, mas fez discurso parecido, ao falar por cinco minutos aos sargentos combatentes da Escola de Sargentos das Armas. Aos formandos, Bolsonaro afirmou que, no passado, "nós lutamos por democracia e por liberdade e que, no futuro, se preciso for, daremos a nossa vida para que essa democracia e para que essa liberdade nunca deixe de existir entre nós". "A América do Sul, no momento, ainda vive em alguns países momentos de crise. Mas nós venceremos tudo isso. Pela gratidão, pelo sentimento de irmandade que existe entre nós na América do Sul, nós brasileiros só estaremos felizes quando todos os países da América do Sul, o seu povo também gozar de liberdade e democracia", afirmou o presidente na cidade mineira.

Pouco antes, em Brasília, Bolsonaro ampliou as ameaças à Folha, ao dizer que boicota produtos de anunciantes do jornal e recomendar à população não comprá-los. "Eu não quero ler a Folha mais. E ponto final. E nenhum ministro meu. Recomendo a todo Brasil aqui que não compre o jornal Folha de S.Paulo. Até eles aprenderem que tem uma passagem bíblica, a João 8:32 (E conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará). A imprensa tem a obrigação de publicar a verdade."