A evolução da sociedade na era digital fez com que a relação dos seres humanos consigo mesmo e com o próximo mudasse radicalmente. Neste bojo, a questão dos talentos também sofreu mudanças significativas.
Antigamente, uma pessoa identificava, na infância, sua aptidão entre humanas e exatas. Depois, dentro destes gêneros, escolhia um caminho. Então, ela iria dedicar sua vida a esta vocação, direcionando a faculdade que cursaria e qual especialidade tomaria.
Agora, estudos científicos demonstram que todas as habilidades adquiridas pelas pessoas ficam completamente obsoletas em cinco anos. Com a introdução de novas tecnologias e pesquisas recorrentes, o conhecimento é totalmente renovado. E cabe aos profissionais se adaptarem, se reciclarem e aprender a aprender.
Inclusive, esta habilidade de aprender continuamente é que gostaríamos de discutir neste texto. Isso porque as escolas, com o modelos de séculos atrás, com lousa, giz e professores que um dia aprenderam um conteúdo e passam o resto da vida se repetindo não atendem mais às novas demandas.
As unidades educacionais precisam se reinventar para prepararem os alunos a aprenderem a aprender. Os professores hoje devem ser, na verdade, tutores que vão guiar as novas mentes sobre como separar o que é confiável na rede mundial de computadores e realmente significativo. Devem ser os guias para que as crianças e os jovens saibam que deverão aprender para sempre e na maioria das vezes por si só.
A adaptação das escolas é, neste processo todo, o lado mais problemático. Há uma tendência de que as instituições hajam mais lentamente do que deveriam, até mesmo porque tudo isso é muito novo. Pela parte dos estudantes, já podemos observar que os meninos e as meninas já chegam muito bem adaptadas, pois desde a mais tenra idade lidam com a chegada de novas tecnologias e um acesso generoso à informação. Este novo mundo é mais novo para quem já passou dos 40. Os mais jovens já têm esta paisagem como natural.
Bruno Raphael de Souza é empresário no ramo de educação de Araçatuba