11 de julho de 2026
Polícia

Homem acusado de matar genro há 12 anos vai a julgamento

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min


O Tribunal do Júri de Araçatuba se reúne hoje, no Fórum, a partir das 09h, para julgar o homem acusado de matar o genro, Fábio Modaneis Ferreira, com um tiro de espingarda, e golpes com o cabo da arma na cabeça da vítima, na madrugada do dia 23 de dezembro de 2007, em frente ao condomínio de ranchos Itapuã, em Santo Antônio do Aracanguá.

De acordo com a denúncia do Ministério Público. Na madrugada do dia 23 de dezembro de 2007, Ferreira foi até o condomínio Itapuã onde a família da mulher estava reunida. Na portaria, ele informou que precisava falar com Élcio Alexandre, e explicou que Élcio era o "avô de sua filha".

O porteiro ligou várias vezes e não conseguiu manter contato com o pessoal que estava no rancho. Ferreira, que segundo a denúncia estava visivelmente embriagado, afirmou que se o portão não fosse aberto ele iria pegar o carro e arrombar a portaria do condomínio para entrar. Um outro funcionário foi até o rancho e avisou Élcio Alexandre que Ferreira estava na portaria e queria entrar de qualquer maneira para falar com ele.

Quando o porteiro estava falando com Ferreira, uma Saveiro parou na portaria de saída do condomínio, e o porteiro abriu o portão. O carro saiu e parou do lado de fora, no momento em que Ferreira se virou em direção ao veículo e foi alvejado com um tiro na coxa.

Ferreira caiu e em seguida o motorista do carro, que era Élcio Alexandre, desceu e com o cabo da espingarda passou a desferir vários golpes contra a cabeça da vítima, parando apenas ao perceber que Ferreira já não se mexia mais. Em seguida o acusado fugiu do local e afirma ter jogado a espingarda no rio Tietê.

Élcio Alexandre foi denunciado e vai ser julgado pelo crime de homicídio doloso (intencional), com duas qualificadoras, mediante emboscada sem possibilitar defesa por parte da vítima e com emprego de meio cruel, porque mesmo atingida por um tiro o acusado desferiu vários golpes com o cabo da espingarda contra a cabeça da vítima. Se condenado com base na denúncia, o réu poderá pegar entre 12 e 30 anos de prisão.