09 de julho de 2026
Especial

Marcelo Teixeira: Em busca do protagonismo social

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

São incontáveis os problemas sociais da cidade, região, estado, Brasil, mundo. Há quem não ligue, assim como existem os incomodados em menor ou maior grau. Estes últimos são os mais propensos a tomar atitudes que os fazem deixar de ser figurantes diante de questões que os afligem e os tornem, de fato, agentes transformadores da sociedade.

O protagonista social encontra tempo e disposição para solucionar situações nas quais o Estado falha, em diversas áreas, como assistência social, cultura, educação, esporte, saúde etc. De forma voluntária ou também remunerada, ele se dedica a buscar saídas criativas, eficientes e preferencialmente sustentáveis, relacionadas ao tema de seu interesse.

Não estou falando exclusivamente de algo grande e complexo, mas também de ações simples, como separar o lixo reciclável, ir de bicicleta ao trabalho, comprar direto dos produtores, e assim por diante. Comecemos com atos básicos, bons exemplos que permitam que mudemos o nosso contexto com pequenos e poderosos ajustes em nosso cotidiano.

Outros modelos são a participação em associações de bairro, entidades classistas e conselhos municipais, até chegarmos à gestão de projetos sociais. Este sim requer atenção à complexidade de um empreendimento corporativo, como planejamento, organização, controle financeiro e contábil, metas, comunicação, pensamento sistêmico da organização.

No caso de projetos sociais, trata-se de uma jornada árdua, na qual o voluntário abdica do seu tempo de folga, de descanso, para dedicar-se ao outro. No caso do empreendedor social remunerado, a tarefa é tão ou mais intensa, pois depende de busca incessante de conhecimento, troca de experiências, diversificação na fonte de recursos, transparência na prestação de contas, para, enfim, gerar impacto social efetivo.

Independentemente da grandiosidade da ação, quem está em busca do seu ikigai (propósito de vida, em japonês) deve partir do princípio que ser protagonista social é possível e necessário para quem deseja participar da construção de um mundo melhor. E, nesse sentido, as atitudes transformadoras devem sempre colocar o ser humano em primeiro lugar.

Marcelo Teixeira é jornalista com atuação em projetos socioambientais