Enquanto o presidente desfila pelo Japão testando sua popularidade em meio ao povo japonês fantasiado de cantor Falcão, a América Latina passa por protestos de proporções gigantescas em meio a retirada de Direitos e contra a interferência americana nas políticas nacionais dos países considerados de 3º Mundo.
Revolta das populações indígenas no Equador, manifestações populares no Chile, eleição de Evo Morales na Bolívia, manifestações na Argentina e uma provável vitória da esquerda nas eleições, enfim a américa latina pega fogo nas ruas contra os retrocessos que a Elite tenta implementar.
Enquanto isso no Brasil a população ainda não se deu conta de que está sendo lesada com as Reformas que estão sendo aprovadas e que tentam imputar aos pobres a responsabilidade para dele retirar Direitos e Garantias Fundamentais para manter as mordomias de uma Elite atrasada e que tenta implantar a qualquer custo políticas neoliberais que priorizam o Estado mínimo e favorece a privatização de Empresas Nacionais a preços de nada e ainda financiadas pelo erário público.
Com isso a concentração de renda fica nas mãos de algumas famílias contribuindo para o aumento da pobreza e miséria na população, mesmo em um país de proporções continentais como o nosso. A precarização de serviços básicos nas áreas de Saúde e Educação, Meios Ambiente, Saneamento Básico e os aumentos nos preços dos combustíveis são ataques frontais a população pobre e que a meu ver estão causando revoltas em diversos países do continente.
O que me assusta é que ainda no Brasil tais manifestações ainda não ganham muitas forças nas ruas, pelo menos não de forma organizada, o que permite ao Estado repressor conter as ações populares e a grande mídia maquiar esconder o descontentamento popular.
É preciso a união popular sem cor partidária, sem religião, largando as diferenças e se unindo para ir contra as ações do Governo que está a serviço da Elite para pressionar os políticos a trabalhar pelos interesses coletivos.
Fernando Zar é sindicalista