As fake news sobre as vacinas começam a mostrar os devastadores efeitos que a desinformação apresentada por elas pode produzir. Efeitos esses que afetam, principalmente, a vida dos mais indefesos e que não podem tomar por si próprios, a decisão de cumprir o calendário vacinal. Crianças estão contraindo uma doença outrora erradicada do Brasil e parece que a epidemia está apenas começando, mas já surge forte em diversas áreas, sendo o estado de São Paulo o que concentra o maior número de casos.
O desserviço prestado por estes que se prezam a compartilhar tais informações poderia ser resolvido com apenas um “Google”. Digitar a informação ou o nome da fonte no buscador, tarefa simples, mata as fake news no ninho, já que elas não serão mais propagadas, em especial por aqueles que, mais ingenuamente, acabam por acreditar em tudo o que veem e leem nas redes sociais, principalmente. Estas são o maior veículo propagador de fake news e, por isso, merecem atenção especial de todos.
A informação é uma arma muito poderosa, por isso, a desinformação também tem este mesmo poder, ou até maior pois trazem os fatos de maneira a fazer alarde, o que acaba por incentivar o compartilhamento e, por consequente, a propagação livre de inverdades. Quando se diz inverdades é porque, recentemente, o que mais se vê nas redes sociais são notícias falsas, fotos de um lugar compartilhadas como se fossem de outro, enfim, vários tipos de atrocidades cometidas por famosos ou não.
O caso dos incêndios na Amazônia é, talvez, o mais recente e de maior repercussão das fake. Quando famosos pelo mundo afora se propuseram a lutar pela floresta brasileira, postando fotos de incêndios ocorridos, por exemplo, na Califórnia, nos Estados Unidos, ou em países da África, não se preocuparam em saber das consequências de seus atos de desinformação gritante. Apenas pegaram as imagens chocantes e opinaram sobre os fatos. Estas imagens correram o mundo em pouquíssimo tempo, o que levou o governo brasileiro e muitos sites de vigilância a desmentir aquelas fotos. Porém, o impacto já estava criado e causaria suas consequências negativas inegáveis.
Para combater as fake news é preciso muito mais do que informação. É preciso agilidade e malícia para entender que não se propaga aquilo de que não se tem certeza. Voltando ao caso das vacinas, começou-se falando que a “vacina contra o Sarampo causa autismo”, por exemplo. Mas esta é somente uma das mais de 400 fakes a respeito deste assunto que circulam na internet.
Pega-se um fato verdadeiro, qual seja o aumento no número de casos de autismo e se causa um grande alarde ao atribuir este fato à aplicação das vacinas quando, na verdade, este aumento se deve a fatores como o melhor diagnóstico e também ambientais, por exemplo. As fake news vêm em forma de denúncia e fazem associações bastante descabidas como o fato de haver bananas contaminadas com o vírus HIV.
Lutar contra a disseminação destas notícias é dever de cada um dos cidadãos. Ao propagar uma notícia falsa, as pessoas estão contribuindo para que crianças deixem de ser vacinadas, alimentos sejam consumidos em busca da cura do câncer em detrimento aos tratamentos necessários e também, causando pânico com as denúncias infundadas e alarmantes que permeiam as fake news. Confirme, avise quem postou ou compartilhou que aquela notícia não é verdadeira. Buscar uma fonte confiável de informação, na dúvida, é o melhor caminho para evitar que mais doenças voltem a aparecer ou que mais pessoas percam as suas vidas por essas notícias. Credibilidade é tudo.