10 de julho de 2026
Opinião

Extinção das Leis Trabalhistas - Por Fernando Zar

Por Redação |
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Acompanhando o que está acontecendo nos últimos anos após o Golpe de 2016 que retirou da presidência da república Dilma Rousseff e assumiu o vice Michel Temer, o que se acompanha é um ataque imoral e avassalador sobre conquistas históricas da classe trabalhadora. As Reformas Trabalhista que viriam para aumentar o número de empregos, iniciaram o caminho para os Patrões lucrem ainda mais sobre a mão de obra dos trabalhadores e vem diminuindo o poder aquisitivo dos empregados desde 2017. Não se gerou tantos empregos como o prometido, pelo contrário, forçou as pessoas a aceitarem salários menores ou mesmo se tornarem Empreendedores Individuais (PJs) para poder sobreviver. Para Ronaldo Curado Fleury, Procurador Geral do Trabalho, “A Reforma Trabalhista buscou todas as formas de fraudes que existiam e as legalizou, se fosse no Direito Penal seria como se a partir de então roubar fosse permitido”.

Com a Terceirização, veio a precarização das relações patrão empregado permitindo que os trabalhadores pudessem ser contratados para prestar determinadas funções com salários menores e sem muitas garantias.

No Trabalho Intermitente, o trabalhador fica a mercê do patrão que pode pagar apenas pelas horas trabalhadas, tendo o empregado que suprir a complementação de seu salário do mês em outros locais, como se o desemprego atual desse essa brecha.

Não ficando somente nisso, eis que surge a Reforma da Previdência, que também tem como bandeira principal a geração de emprego, na verdade, mais uma vez, a Classe Trabalhadora está sendo penalizada a pagar e talvez não poder usufruir do benefício da aposentadoria.

Não para por aí. A MP da Liberdade Econômica permitiria que o patrão abrisse em domingos e feriados e não pagasse os adicionais a seus funcionários, sem regras.

Também está em discussão a Reforma Tributária que, adivinhem só, não vem para taxas as grandes fortunas e sim tirar mais Direitos e colocar mais Tributos para a Classe Trabalhadora pagar a conta.

É o que acontece quando se elege um presidente que governa pro interesse do Capital.
Fernando Zar é sindicalista