11 de julho de 2026
Opinião

O Rei Leão estilo National Geographic - Por Fernando Verga

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda nos cinemas e com arrecadação mundial acima de 1 bilhão de dólares, o novo O Rei Leão é um dos filmes menos arriscados e mais certeiros da Disney. Dirigida por Jon Favreau, lembrado principalmente por suas participações na amada série Friends, esta versão do clássico de 1994 foi praticamente reproduzida cena a cena com tratamento de alta tecnologia. Se você se recorda do original, significa que reconhecerá muitos enquadramentos, angulações e verá as imagens que espera ver.
Quando criança, fui atingido em cheio pela história de Simba, o que me levou a dar esse nome para um cão de estimação, a colecionar figurinhas do filme e ouvir por horas o CD da trilha sonora composta por Hanz Zimmer e Elton John. Então, fui ansioso para o cinema conferir o que haviam feito com os belos desenhos e canções da equipe de artistas da versão anterior.
Indiscutivelmente, o realismo das imagens impressiona. Como já foi dito por outros críticos de cinema, é como se estivéssemos assistindo a um documentário sobre a vida selvagem na savana africana. A abertura é uma grande homenagem ao filme de 94: de tirar o fôlego de tanta beleza e embalada pela épica canção “Ciclo sem fim”, as imagens surgem em sequências exatas às do original. Sem sombras de dúvida, nunca vi nada tão próximo ao real em questão de animação.
Apesar do exuberante visual National Geographic da nova versão de O Rei Leão, as dublagens são um aspecto negativo. Em inglês, as vozes das superestrelas Beyonce e Donald Glover (ou Childish Gambino) estão muito altas em relação à instrumentação das músicas, o que não ocorre na versão de 94. Os corais africanos tão característicos da trilha sonora, por exemplo, quase não são ouvidos.
A dublagem em português também soa problemática: o sotaque carioca da cantora IZA não combina com uma leoa africana e a transição da voz do Simba criança para o adulto é estranhíssima; dá a impressão que deu algo errado, que o dublador errou a música. Apesar disso, veja mesmo assim. Vale o ingresso.
Fernando Verga é jornalista