10 de julho de 2026
Opinião

Cuidar de um bebê - Por Antonio Cabrera Mano Filho

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

“As praças das cidades se encherão de meninos e meninas que nela brincarão”. Zc 8:5
Mundos diferentes se encontram nos dias atuais. Estava refletindo em uma sala de espera no aeroporto sobre Milão, o distrito financeiro da Itália e a segunda maior cidade, onde há mais cachorros do que recém-nascidos. A cidade, literalmente, “perdeu” metade de seus nascimentos em apenas dez anos. De 2006 a 2016, o número de crianças nascidas em Milão diminuiu de 17 mil por ano para menos de 10 mil. Em 1880, Milão tinha uma população de 350 mil e, naquele ano, 10 mil crianças nasceram. Hoje, Milão é habitada por 1.362.000 pessoas com menos de 10 mil novos nascimentos. Há 138 anos, Milão tinha, proporcionalmente, quatro vezes mais crianças do que hoje. O interessante é que este fracasso em se reproduzir não se deve à pobreza ou à genética. Milão, o marco zero demográfico da Itália, é a cidade mais rica do país. Neste momento, encontrei uma edição da semana retrasada do New York Times com um anúncio de página inteira com um título apelativo “Não proíba a igualdade”. Era um anúncio de 80 grandes empresas como Bloomberg, H&M, Warner Music, The Body Shop, em favor do aborto legal. São CEOs politicamente corretos tentando ditar normas em questões morais, afirmando o seguinte: “Restringir o acesso a cuidados reprodutivos abrangentes, incluindo o aborto, ameaça a saúde, independência e estabilidade econômica de nossos funcionários e clientes. Simplificando, vai contra nossos valores e é ruim para os negócios.” Que declaração mais estúpida! Cuidar de um bebê é “ruim para os negócios”? O retrato de tanta hipocrisia é que uma das empresas, a & Pizza nem oferece licença maternidade para os seus funcionários. Mas ela paga para que façam tatuagem do logotipo da empresa em seus corpos. A continuar o desejo desta elite cultural, o futuro das cidades é virtualmente sem filhos. As taxas de aborto mais altas do país e as taxas mais baixas de frequência à igreja encontram-se nas grandes cidades. Não, uma criança não é “ruim para os negócios”. Um criança, em qualquer lugar do planeta, é um recado de Deus de que o mundo deve continuar.
Antonio Cabrera Mano Filho é ex-ministro da Agricultura