09 de julho de 2026
Artigo

Nunca é tarde - Por Jean Oliveira

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Uma das piores coisas que podem acontecer com o ser humano é morrer antes do tempo. Não falo da morte física precoce, até mesmo porque é sempre cedo demais para se morrer. Falo da falta de vida decorrente da entrega ao fatalismo. Isso acontece com quem deixa de sonhar, que acha que não tem mais idade para mudar o rumo da vida, para aprender a tocar um instrumento, a falar outra língua.

Morre antes do tempo quem deixa de sonhar. O ser humano que já se acostumou com o patrimônio que possui ou que fica preso ao presente vivendo um mundo de mentiras em sua mente, já não está mais neste mundo.

Enquanto ainda estamos respirando, com forças no corpo e principalmente no coração, há vida. E a vida tem que ser em abundância, pois foi assim que o Criador nos fez. Deus – para quem acredita Nele, como eu – nos fez para sermos plenos, tanto que nos fez imagem e semelhança dEle.

Verdade que qualquer mudança é traumática. Primeiro, vem a inércia do comodismo. Depois, o medo de perder o que já conquistou. Depois, vem o medo de tentar e não conseguir. E pior ainda, tudo isso acontecerá em um ambiente hostil, quando seus amigos, e até mesmo sua família, ficarão contra você.

Gosto muito de um texto do empresário e escritor José Roberto Marques sobre o sucesso (pessoal e profissional) em que ele destaca que o medo é um sentimento natural e indispensável ao homem para garantir a sua sobrevivência. Por medo do fogo e das queimaduras que ele pode provocar, não colocamos a mão na chama. Além disso, o medo de ser atropelado é o que nos faz procurar um local seguro para atravessar a rua. No entanto, quando isso passa dos limites e se torna constante, esse sentimento pode limitar o crescimento das pessoas, tanto na área pessoal quanto no campo profissional.

Dizendo isso, ele nos coloca para refletir que talvez ainda não tenhamos conquistado nossos sonhos simplesmente por medo de arriscar. “Utilize o medo em benefício próprio. Quando você dá atenção a esse sentimento, sem superestimá-lo, consegue detectar possíveis situações de perigo e, consequentemente, tomar decisões mais assertivas em direção ao sucesso. Não deixe o medo roubar os seus sonhos e atrapalhar sua felicidade!”, diz ele.

Na hora em que a vida nos colocar de frente com a decisão entre nos mantermos como estamos ou tentarmos a felicidade que sonhamos, temos que ter a serenidade de escolher. Não há caminho certo. Mas toda escolha é uma renúncia. Cabe a você saber do que quer abrir mão: da estabilidade ou da felicidade.

Não se esqueça que um dia virá a morte real e que, na hora de passar o filminho da vida, você poderá assistir a um filme de realização ou de covardia e preguiça.

Jean Oliveira é jornalista, bacharel em Turismo e funcionário público municipal