A osteoporose é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É uma doença metabólica, sistêmica, que afeta todo o corpo de forma progressiva caracterizando-se pela diminuição da massa óssea e aumentando o risco de fraturas. Nossos ossos crescem até aproximadamente os 20 anos de idade, e sua densidade aumenta até os 35 anos, pois existe até então um equilíbrio entre os processos de reabsorção e criação óssea. A partir daí a perda óssea aumenta gradativamente. Por isso cerca de 80% dos pacientes a têm associada ao envelhecimento ou à menopausa.
As mulheres são as mais atingidas, na proporção de seis mulheres para cada homem a partir dos 50 anos. Essa proporção aumenta para duas mulheres para cada homem acima de 60 anos. Essa prevalência ocorre porque o estrogênio é o hormônio que ajuda a equilibrar a saúde óssea nas mulheres. Após a menopausa os níveis desse hormônio caem deixando-as mais propensas à doença. Estima-se que uma a cada três mulheres apresentará uma fratura óssea durante a vida.
Entre os fatores de risco estão o tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, má alimentação, deficiência de cálcio. Não se pode dizer que a doença seja hereditária, mas é importante identificar se os pais são portadores de osteoporose. Isso porque a vitamina D é mais eficiente na absorção de cálcio em algumas pessoas do que em outras e, essa característica é, sim, hereditária.
A relação entre osteoporose e saúde bucal ocorre porque ao afetar a densidade óssea de várias partes do corpo ela também pode afetar os ossos da maxila e mandíbula, causando problemas na fixação dos dentes e podendo causar inclusive a perda dos mesmos. Pacientes portadores da doença podem encontrar dificuldades também na fixação de próteses e implantes. O principal exame de diagnóstico é a densitometria óssea. Mas como é mais comum que o paciente visite mais vezes o dentista do que médicos, muitas vezes em uma radiografia de rotina o dentista pode identificar sinais de alteração na densidade óssea do paciente. Nesses casos, deve-se encaminhar o paciente imediatamente para um médico, geralmente um ortopedista.
Ana Laura de Almeida é cirurgiã dentista