09 de julho de 2026
Artigo

Cada um no seu quadrado - Por A.S. Vasconcelos

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

“Uma das bases da vida de um casal bem-sucedido é que ele considere que cada um tem o mesmo valor”. Bert Hellinger

Aquele que não valoriza seu cônjuge, não faz o relacionamento prosperar. Esta frase explica, em outras palavras, a premissa acima, do psicanalista alemão Bert Hellinger, criador da Constelação. Vale para qualquer relacionamento, que como a definição da palavra pelo dicionário diz, é a “capacidade de manter relacionamentos, de conviver bem com seus semelhantes”.

Relacionamentos podem ser tóxicos, aliás, termo que virou moda nos dias atuais, mas também podem ser um mar de rosas. Para aqueles que enxergam em seus pais ocupando o lugar deles e buscando estar sempre no seu lugar, relacionamentos serão sempre maduros e fatores geradores de alegrias.

Quando o filho ocupa o lugar do pai, por exemplo, ele não precisa de uma esposa porque já possui sua “mãe”, que virou esposa seja por qualquer motivo que o fez entender que deveria estar no lugar do próprio pai. Casais harmoniosos, quase sempre, cresceram em famílias onde cada um desempenhava o seu próprio papel. Filhos eram filhos; filhas eram filhas; pais eram pais; mães eram mães; irmãos e avós estavam desempenhando suas funções próprias dentro do sistema familiar, enfim, são pessoas que cresceram sabendo que teriam suas próprias famílias, seus companheiros e que, mesmo inconscientemente, entenderam que cada um deve desempenhar o seu papel. A busca pelo autoconhecimento e enfrentamento dos problemas pode levar a diversas mudanças no sistema.

Quando uma filha, que até então ocupava o lugar da mãe, enxerga que esse não é o seu papel, automaticamente, essa consciência ajuda a colocar todos os membros da família nos seus lugares. Um “buscador” pode ser a chave para muitas soluções. Quando se observa relacionamentos fracassados aos olhos da constelação, tem-se, em muitos casos, que marido ou mulher, ou ambos, não precisavam de um companheiro, mas sim, somente de alguém para tapar um buraco que fora deixado por uma perda, por exemplo. Esses, normalmente, já possuem no pai ou na mãe o companheiro ideal e não tem como casar se, ainda que inconscientemente, já se é casado.

A.S. Vasconcelos é consultor de carreira