A maioria das pessoas tem uma visão muito distorcida sobre si mesmas. De acordo com a psicologia, são vários fatores e níveis de autoconhecimento que determinam o grau de autoestima, sendo que grande parte destes degraus nem está acessível sem ajuda de um profissional habilitado.
Mas, no cotidiano, se no meio de toda a correria, pararmos para diminuir o barulho de nossas mentes seremos capazes de perceber sinais importantes. E neste processo de vencer a si mesmo, podemos ver com mais clareza o que realmente queremos, o que nos afasta de uma vida plena de sucesso pessoal e profissional.
O problema é que, em grande parte do tempo, temos o costume de focar mais naquilo que não queremos, do que naquilo que realmente queremos. A gente passa parte significativa do tempo dialogando com a gente mesmo dentro de nossas mentes. E, seguramente, que em dois terços deste tempo, somos tomados por pensamentos repetitivos e, a maior parte das vezes, sobre nós mesmos, sobre quem somos e fazemos sobre o que deveríamos ter feito. Por causa das nossas inseguranças e das nossas crenças limitantes, essa voz na nossa cabeça tem um grande poder de minar a nossa autoestima.
Precisamos ficar vigilantes em relação a essa voz. Precisamos prestar atenção à forma como estamos conversando com nós mesmos. Estamos sendo gentis? Estamos usando palavras empoderadoras? São palavras que nos levam a acreditar no nosso potencial?
A sua mente é tão poderosa que qualquer coisa que você acreditar, ela vai dar um jeito de fazer acontecer, seja bom ou seja ruim para você. Por isso, pergunte-se: onde você está colocando o seu foco? Naquilo que você quer ou naquilo que você não quer? Você está levando a vida que você sempre sonhou ou você está se deixando levar pela vida, pela realidade que os outros têm desenhado para você?
A psicóloga Miriam Lopes de Barros, em artigo publicado nas redes sociais, nos ensina que um dos maiores segredos para elevar a autoestima não está no exterior, como muitos acreditam. É claro que gostar da própria aparência faz parte, diz ela, mas não é só isso.
Miriam explica que a capacidade de viver conscientemente e agir segundo aquilo que se enxerga da realidade é um dos fatores mais importantes para estar satisfeito consigo mesmo. Podemos escolher entre negar aquilo que vemos da realidade, mas também podemos escolher enxergar, mesmo que nos desagrade.
Quando negamos uma dificuldade, ela se torna muito maior e continua em nós, a nos incomodar. Toda vez que conseguimos olhar com boa vontade para algum defeito ou dificuldade nossa e conseguimos enxergar a realidade que está em volta, estamos dando um passo importante para aumentar a nossa autoestima.
É preciso que a gente passe a ser mais gentil com a gente, aceitando que temos defeitos, problemas, falhamos, mas também temos potenciais, capacidade de amar e, acima de tudo, poder de mudar nossa existência. Desta forma, conseguiremos sair da preguiça e da covardia, iniciando o processo de autocura.
Jean Oliveira é jornalista, bacharel em Turismo e funcionário público municipal