Em tempos de crise e de retiradas de Direitos dos(as) Trabalhadores(as) com flexibilizações de garantias conquistadas em décadas de lutas, eis que surge um Novo Governo, com a proposta de acabar com a corrupção, de gerar empregos, de fazer uma Nova Política.
Bem, de novo só o nome do presidente, seus ministros a da goiabeira, o do chocolatinho e do guarda chuva, o da terceira guerra mundial, o juiz que combate a corrupção e seu plano de segurança nacional. Este governo, que tanto vem fazendo pelo país em pouco mais de cinco meses - claro que estou sendo irônico porque são trapalhadas e mais trapalhadas e o povo que se vire, desempregos altíssimos próximos dos 14 milhões, 28 milhões de pessoas na informalidade, índices de crescimento extremamente preocupantes - e o governo, bem o governo, retira o horário de verão do calendário brasileiro, entrega o patrimônio nacional ao capital internacional, enfim, pra quem diz a todo momento que não entende nada de economia e que não nasceu pra ser presidente, segundo o próprio…
Mas o que chama a atenção são as regalias e perdões de dívidas dos Bancos, pecuaristas, de empresários como o dono da Havan (que recebeu 115 anos para quitar seus débitos com o Governo e ainda comprou um jatinho de 250 milhões - pobrezinho o rapaz não é mesmo?), a promessa de que Sérgio Moro vire ministro do STF como cumprimento de um acordo, dito pelo próprio presidente, o motorista Queiroz que até o momento está sendo blindado para não revelar o que acontecia no gabinete do filho do presidente. Para quem dizia que acabariam privilégios e regalias o que se tem demonstrado é o contrário.
Enquanto isso, o povo, bem o povo, vai tendo de pagar a conta sendo penalizado e tendo de se virar em 10 para sobreviver e ainda tendo que, se passar a Reforma da forma apresentada pelo Governo, morrer trabalhando, sem direito a ter um final de vida minimamente digno.
Haverá um dia em que o povo acordará e, ao despertar, se dará conta de que precisa voltar a lutar nas ruas.
Fernando Zar é sindicalista