08 de julho de 2026
Artigo

O poder da mulher - Por Helena Abel

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
BRNPAR

As notícias de revistas falam de mulheres que de alguma forma detêm o poder em suas mãos. No entanto, há quem diga que isso é uma inverdade, coisas que falam sem nenhuma comprovação dos fatos. Mas afinal o que é poder feminino? Começando num tempo bem remoto, temos histórias de mulheres que, se não mudaram o mundo, tiveram uma grande participação. Eram consideradas de pouca importância, não tinham nem voz, nem vez e, no entanto, até mesmo no silêncio, contribuíam para as mudanças necessárias. Eram donas de casa, rainhas, escravas e mesmo assim tiveram papeis importante na vida dos homens daquele tempo que sempre acharam que detinham o poder absoluto, elas que administravam a casa, cuidavam da família e assim é até os dias atuais. Muito se engana que mesmo assim elas não tinham o poder nas mãos, o poder nem sempre demanda de muito falar, de aparecer e se impor. Muito se engana com o poder dissimulado de muitas mulheres que, na ignorância, por não serem alfabetizadas, deixam muitas pessoas numa posição que nem sempre é confortável, pois a sabedoria nem sempre provém de livros e sim da vivência. O poder que a mulher tem, ao longo da história, evoluiu ao ponto de deixar suas marcas em áreas totalmente masculinas e que nem sonhavam em se aproximar. O poder da mulher nada tem a ver com poder aquisitivo, mas com o poder de influenciar as pessoas ao seu redor, de fazer com as sigam pelo que são, que fazem e dizem. Esse poder é algo disseminado em todas as áreas, em todas as raças, todos os credos. Como dizer que uma mulher que é multitarefa não tem poder? Uma mulher que suporta as dores de um parto, que trabalha com 40° graus de febre, chora quando os filhos adoecem, cuida do esposo e tem a obrigação de estar linda, em cima do salto, sorridente e impecável. O que ninguém pode negar é que, mesmo que tudo não saia da maneira como foi planejado, as mulheres se refazem, se reinventam e recomeçam quantas vezes forem possíveis. Tanto há dois mil anos como nos dias atuais, as mulheres têm um poder exclusivamente seus, uma capacidade incrível de se fazerem de frágeis quando necessário e assim permear pelo mundo masculino exalando um poder disfarçado. Que as mulheres atuais se espelhem nas mulheres da antiguidade e usem seu poder em benefício próprio, mas com sabedoria e inteligência, afinal ser poderosa é deixar sua marca por onde passar e que perdure pelo tempo.

Helena Abel é coach