10 de julho de 2026
Artigo

Nim tanto assim... - Por Francisco Moreno

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
BRNPAR

A planta Nim é uma árvore com bom sombreamento e, muito utilizada na arborização e paisagismo. É exótica, e foi trazida da Índia em 1986. É conhecida por sua tolerância ao solo árido. Conhecida como “Margosa”, alguns agricultores, não podem nem ouvir falar em Nim. Tudo nela é tóxico. Dizem: As abelhas morrem ao ingerir o pólen das flores do Nim. Ou seja, acaba o mel, acabam as plantações, pois elas são polinizadoras.

Não mata as adultas, tipo Europa. Mas são fatais, para as suas larvas e filhotinhas.

Já para as melíponas, tipo Jataí, não tem jeito, morrem todas.

No Brasil tem diferentes ocorrências. Tanto no Nordeste, como aqui no Sudeste, estudos, mostram que a toxidade é diferente ora mais ora menos, conforme a região.

A planta exótica, é conhecida pela resistência a fungos e cupins, e dela sai um bioinseticida repelente de pernilongos. Na Índia, fazem até compostos medicinais.

O que fazer? Tem Prefeituras que já lançaram leis proibindo o seu plantio. Na maioria dos locais, via de regra, é adotado que exótica não precisa justificar a supressão/corte.

Órgãos Federais do Meio Ambiente, recomendam o manejo correto: que um pé de Nim deve ficar longe três quilômetros do apiário. Já para as abelhas silvestres que moram em qualquer lugar, basta que se tenha no mínimo 4 árvores nativas em volta.

Elas darão preferência para estas flores nativas.

Araçatuba tem centenas espalhadas por aí. Num quintal a solução é deixar 4 nativas próximas. E nas calçadas? Optamos na poda corretiva. O procedimento na Prefeitura é fazer requerimento, justificação e compensação. Cortá-las seria dar um tiro no pé. Mas deixar para as abelhas seria como dar um tiro na “cachola”.

Mas, pelo bem da nossa sobrevivência, será nosso intento buscar na Prefeitura uma campanha, de manejo correto para evitar a floração. Pedir para que empreendimentos/Construtoras, não mais plante Nim. E que Viveiros deixem de vendê-lo. E colocar plaquinhas nestas árvores para que as pessoas conheçam como elas são.

Francisco Moreno é técnico ambiental e voluntário do Global C. Climate Moviment