Muitos conhecem o texto da carta do famoso Cacique Seattle dirigida ao Presidente dos Estados Unidos, ali ele protestava contra a oferta da venda de suas terras. Dizia: Os rios são nossos irmãos, a águia nossa irmã, a terra nossa mãe. Como posso vende-la ?” Carta que serve para os dias atuais, apesar de ter sido escrita em 1855.
Textos que avançam no tempo. Alteram costumes, inovam culturas. Um livro é também uma carta. Entre as capas, estão recheados de ideias e mensagens que se positivas unificam e congregam valores.
Poemas e romances de Willian Shakespeare, revolucionaram e influenciaram outros autores a imitá-lo, levando ao ponto de todo império, falasse a mesma língua. Shakespeare foi capaz de criar mais de 2000 novas palavras.
Todo idioma da Europa antiga, era único, o Latim. Cada um a seu modo, em épocas diferentes foi mudando. A França influenciou a Espanha e Portugal, e do outro lado a Itália. Cada nação tinha um latim vulgar, com dezenas de dialetos diferentes. Na Espanha em muito ajudou a fixar a língua castelhana, por causa da obra de Cervantes. Em Portugal também surge uma epopeia do Lusíadas onde Camões ensina os Portugueses até na caligrafia.
Não foi diferente na Itália, só que bem antes, em 1200. Onde um jovem consegue muito além do que a Divina Comédia. Ele com um poema pequeno e singelo esparrama sua escrita por toda península, um idioma que já era falado. Ele era de Assis, um rebelde chamado Francisco, no poema louvava a Deus pela natureza e por todas as criaturas.
Francisco de Assis, chamava a todos de irmãos: o sol, a lua, o ar, o vento, a água. Inclusive os animais. Tudo que Deus criou são nossos irmãos. Pureza idêntica ao do Cacique Seattle.
Neste poema, O Canto das Criaturas, que inicia: “louvado sejas, meu Senhor”, ou em italiano: Laudato si’, mi Signore, as palavras se multiplicaram, dando docilidade ao idioma, para que fosse um dos mais bonitos do mundo. Por causa deste jovem uma nova linguagem se fez também na cultura da época. Atingindo inclusive a estrutura do clero na época. Com uma nova maneira de socorrer o pobre.
Dia 24 de maio é o dia da Carta Encíclica “Laudato Si’. Que não traz nada de novo pela análise do que já se vem observando a muitos anos. Apenas acrescenta, no julgamento profético de Jesus, na análise da ética cristã, um novo modo de tratar o nosso planeta como uma Casa comum. E depois seguindo a leitura, o Papa provoca uma ação de sabedoria quando propõe duramente sobre nós a responsabilidade sobre um irmão que não nasceu ainda. Temos que proteger esta casa.
Argumenta: que se deve “tanto ouvir o grito da terra, como o grito dos pobres”. O desenvolvimento deve atender junto com o Ambiental, social e financeiro sem esquecer do desenvolvimento cultural e Espiritual.
Francisco Moreno é voluntário do Global Catholic Climate Movemente