09 de julho de 2026
Artigo

Autoconfiança - Por Gervásio Antônio Consolaro

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

A autoconfiança ou fé em si mesmo é algo que precisamos cultivar a todo instante. O sentimento é um combustível importante para seguir em frente com sabedoria e força.

A autoconfiança, esse sentimento íntimo de fé em si mesmo, é o que coloca todos nós em movimento. Se você acredita que pode fazer, sentir que pode fazer, pronto, você vai lá e faz. Se não tem tempo ou recursos suficientes, então fará o melhor possível. E se falhar, compreende que ao menos terá crescido com o processo. Ou seja, essa força interior, chamada de autoconfiança, que permite que se viva verdadeiramente, sem hesitações e sem perda de tempo. É ela que permeia suas ações, sem perda de tempo. É ela que permeia suas ações para seguir com mais sabedoria.

Muitas pessoas não têm autoconfiança, sentem-se inseguras por serem rígidas demais consigo mesmas, não tendo autocompaixão. Se você pensar bem, vai perceber que alguns defeitos e certas fragilidades podem ser o que há de mais cativante nas pessoas que você ama. O melhor então é não ser perfeccionista – aceitar seus defeitos (ainda que para superá-los), acolher suas falhas (ainda que para corrigi-las) e encontrar nessa vulnerabilidade tão humana o caminho para o amor-próprio.

Quando se fala em autoconfiança também se relaciona com autoestima. Nesta linha o filósofo e psiquiatra Neel Burton lembra que a noção de sucesso varia muito com a cultura. No Ocidente, a autoestima é baseada em conquistas – resultados palpáveis (dinheiro, medalhas, diplomas, títulos, bens ), obtidos ao longo da vida. Ao passo que no Oriente, uma pessoa é considerada bem-sucedida quando detém conquistas imateriais, como respeito de que dispõe na família, no trabalho e na sociedade.

Assim ocidentais sem autoconfiança podem buscar a realização a qualquer custo e se desesperar com fracassos eventuais. Orientais inseguros, por sua vez, podem sofrer de um anseio desmedido por aceitação e conviver com um temor paralisante de rejeição em diferentes esferas da vida também pode-se relacionar autoconfiança com frase vazias de otimismo, o que não tem a ver em acreditar em si mesmo. Muitas vezes, o pensamento positivo culmina em uma desconexão com a realidade, o que só atrapalha. Porque sabemos que nem tudo dá certo na vida.

Em resumo, confiar em você parte de uma decisão pessoal. Essa fé íntima em sua própria capacidade de se cuidar e de fazer o seu melhor cresce a partir de si mesmo, mas precisa de um ponto de partida: a perspectiva pela qual você escolhe se enxergar. É uma opção sua manter uma mentalidade fixa e repetir sempre os mesmos padrões ou se abrir para um processo contínuo de amadurecimento.

Por outro lado, é preciso exercitar a autocompaixão quando eventualmente você se curva, erra, retrocede. A culpa é um sentimento inútil e deve ser substituída por uma breve reflexão, que, isso sim, pode ser de grande ajuda. Pense em si mesmo conversando com um bom amigo. É preciso se compreender (e se perdoar) agora para fazer a coisa certa na próxima vez. Por isso, tome o seu tempo. Reflita, aprenda, trate-se com carinho e sita em frente. De cabeça erguida.

Gervásio Antônio Consolaro é ex-delegado Regional Tributário e assessor executivo na Secretaria Municipal da Fazenda