Os estúdios americanos encontraram, ao longo da história, quase nenhum rival capaz de superá-los economicamente. A partir dos anos 2000, a indústria cinematográfica indiana cresceu e tornou-se uma potência de público na Ásia e o maior polo produtor de filmes do mundo. Porém, lucra muito menos que Hollywood. Esta cena do sucesso americano, que já dura mais de um século, está longe de ser cortada.
A expectativa é de que este seja o ano com mais arrecadação da história por conta do sucesso de Vingadores: Ultimato e da lista de blockbusters que estão por vir. O filme da Marvel é o segundo mais visto de todos os tempos e já passa de 2,6 bi nas bilheterias mundiais, mas continua em busca de outros dois pódios: mais visto nos Estados Unidos (O Despertar da Força é o primeiro: 936 milhões) e no mundo (Avatar ainda detém a posição com 2,7 bi). Os números são do site especializado Box Office Mojo. No top 10 de maiores bilheterias, todas são produções americanas e têm, no mínimo, 1 bi. Destas dez, metade é da Marvel: os quatro Vingadores e Pantera Negra. Neste ranking, quatro filmes são de 2015 e dois de 2018. Entretanto, além de Ultimato outros lançamentos de 2019 possuem potencial para quebrar a barreira de 1 bilhão.
Sucessos como Capitã Marvel, Shazam!, Detetive Pikachu e John Wick já estão somando centenas de milhões na conta de 2019, mas há muito por vir: Aladdin, Godzilla, Fênix Negra, Homens de Preto, Toy Story, Homem-Aranha, Velozes e furiosos e outros com campanhas para engolir multidões.
Mas o que fará 2019 entrar para a história do Cinema como o ano dos bilhões, além de Ultimato e Capitã Marvel, são estes três títulos: O Rei Leão, Frozen 2 e o novo Guerra nas Estrelas. A Disney promove O Rei Leão há mais de sete meses, sendo que a estreia é em julho, e muitos analistas e críticos apostam em seu potencial para se tornar o filme mais visto da história. Mas, ninguém duvida do estardalhaço que Frozen fará e da fidelidade dos fãs de Guerra nas Estrelas.
Sem crise no cinema americano, que cresce fortalecendo suas principais marcas, praticamente sem nenhuma novidade.
Fernando Verga é jornalista