08 de julho de 2026
Artigo

Moro no STF

Por Redação |
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O juiz Sergio Moro, que conquistou os brasileiros por ter, em um ano e meio, prendido mais poderosos do que toda a Justiça em uma década, foi mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Todos nós sabemos que os ministros ocupam o cargo mediante indicação do presidente de república. O último indicado foi Alexandre de Moraes, pelo ex-presidente Michel Temer. Quando Moro decidiu assumir o compromisso com o governo Bolsonaro e deixar 22 anos que magistratura, estava claro que não era uma decisão por paixão política ou até mesmo pelo governo. Com certeza havia algum acordo no qual Sergio Moro se identificava.

Segundo Moro, seu objetivo é ser firme em relação ao combate à corrupção, crime organizado, crime violento e preservar ideia da Lava Jato. Temas importantes e que tem o apoio da população. Se o ministro conseguir implementar os projetos citados e depois ser aceito como ministro do STF, com certeza chegará à corte com credibilidade.

A cadeira a ser preenchida na Corte é a do atual decano, ministro Celso de Mello (indicado pelo ex-presidente José Sarney). Ele vai aposentar em novembro do ano que vem, ao completar 75 anos. A substituição do ministro é certa. Moro é um nome forte e acredito que poderá contribuir muito como ministro do STF, mais do que como ministro da Justiça e Segurança Pública, pois neste caso, para efetuar tudo o que pretende, precisa de aprovação do congresso. Se ao longo deste um ano e meio que falta para abrir uma vaga no STF, o ministro Sergio Moro, conseguir manter seu prestigio diante da população, chegará ao STF como um ministro aprovado não apenas pela CCJ do senado e depois pelo plenário, mas também pelo povo. Hoje, a credibilidade do ex-juiz é comprovada. Segundo pesquisa do Datafolha, Moro é mais bem avaliado que o próprio presidente. Mesmo que seu prestígio não viva o auge dos primeiros anos da Lava Jato, inclusive porque suas ambições políticas ficaram explícitas ao assumir um lado político, com a declaração do presidente, ficou evidente toda a articulação para que o objetivo de fazer parte da Corte maior seja alcançado.

Kelly Taiacollo é jornalista