08 de julho de 2026
Artigo

A escola colaborativa

Por Redação |
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Como um profissional da educação, mantenho um hábito contínuo de pesquisar sobre o tema. A missão de ensinar é um processo que nunca está definitivamente pronto. Tanto o corpo docente, quanto os administradores, deve estar atento às tendências e ligado nos bons exemplos ao redor do mundo.

Não é novidade que a Finlândia é um dos países que mais te conseguido sucesso na arte de ensinar. O país nórdico está constantemente investindo na evolução de seu sistema educacional e figura sempre nas primeiras posições do Pisa, avaliação internacional que mede o nível educacional de jovens de 15 anos nos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Mas qual o motivo para o modelo finlandês dar tão certo, ou ser tão bem visto? Ela é incentivadora e, acima de tudo colaborativa. E para entender melhor este segundo aspecto, os profissionais da educação no Brasil podem contar com a tradução do trabalho dos pesquisadores Ken Robinson e Lou Aronica.

Por meio do livro “Escolas Criativas: a revolução que está transformando a educação”, eles abordam o tema da colaboração como um pilar importante na formação dos futuros cidadãos. De acordo com eles, a Finlândia é um excelente exemplo do quanto é importante dosar bem o incentivo à competitividade e à colaboração.

Naquele país, explicam, esse processo tem origem na colaboração entre professores e escolas; e na colaboração entre alunos de diferentes idades. Isso junta as duas pontas: a criatividade e a colaboração.

Os autores defendem a tese de que as unidades escolares precisam romper, urgentemente, com a tradição de salas de aulas rígidas, como estudantes sentados em fileira e um professor à frente. Usar computadores, projetores e lousas inteligentes são importantes, mas se continuarem a ser usados como os antigos quadros negros, nada mudará.

A criatividade vem em juntar professores, alunos e pais em um processo que inverta lógicas, coloquem os estudantes para pesquisar e ensinar uns aos outros. Os professores se tornam tutores e orientadores. As salas precisam ter uma lógica que aproxime mais do ambiente que o estudante tem em casa, no recurso e na forma. Podemos não ser uma Finlândia, mas nada nos impede de sermos mais criativos para promover a colaboração.

Bruno Raphael de Souza é empresário