O ministro da Educação Abraham Weingtraub afirmou na terça (30) que cortará 30% do orçamento das universidades públicas que estiverem promovendo “balbúrdia”. Ele citou a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). A fala do ministro desclassifica as instituições de ensino a ponto de alguém menos informado acreditar que elas são ruins. Não são.
De acordo com o Times Higher Education (THE), um dos principais avaliadores do ensino superior no mundo, a UnB é a 16ª melhor universidade da América Latina, a UFBA está na 30ª colocação e a UFF em 45º lugar. No estudo, foram avaliadas 1.250 instituições.
No RUF 2018 (Ranking Universitário elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo), a UnB é a 9ª melhor universidade do país, a UFBA é a 14ª e a UFF, a 16ª. Ainda segundo o relatório da Clarivate Analytics, uma das mais prestigiadas equipes de análises de dados científicos do mundo, as três universidades estão entre as 20 brasileiras que mais produzem conhecimento científico no país.
O que quer dizer tudo isso? Que muitas vezes, as pessoas podem ser enganadas por falácias ou pela propaganda enganosa. Já ensinava Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler: uma mentira repetida mil vezes se torna verdade.
Por isso, ao pensar em escolher um curso superior, candidatos e famílias devem buscar dados concretos, em fontes confiáveis. O próprio MEC é uma delas. No site www.mec.gov.br é possível verificar dados como os divulgados pela Folha da Região em matéria de 20 de dezembro do ano passado, quando três centros universitários de Araçatuba apareceram entre os 20 melhores do Estado (UniSalesiano, 1º Lugar, FAC-FEA (8º) e Unitoledo (17º).
Nem o ministro nem ninguém deve, por julgamento particular ou inverdades, tirar dos brasileiros a oportunidade de estudar em boas instituições de ensino.
Ayne Regina Gonçalves Salviano é professora