09 de julho de 2026
Especial

Estudo apresenta como se dá a limpeza das águas do rio Tietê

Por Redação |
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A poluição por despejo de esgoto não tratado, produtos químicos, substâncias químicas e biológicas lançadas em braços de rios que deságuam no Tietê podem ser o que está provocando a poluição das águas do rio e a superpopulação de algas, que se alimentam desses nutrientes. Essa é a visão da mestre em ciências cartográficas pela Unesp Nariane Bernardo.

O trabalho de doutorado que ela desenvolve, na mesma área de atuação, chama-se 'Poluição do rio Tietê é filtrada por barragens em seu percurso'. Segundo informações que deu para agência de notícias da Unesp, "depois de cruzar a cidade de São Paulo, onde recebe uma alta carga de poluentes provenientes especialmente do esgoto sanitário, a água do rio Tietê apresenta melhora progressiva de sua qualidade à medida que avança para o interior paulista. Ao passar por Barra Bonita (a 294 quilômetros da capital) torna-se mais clara e, ao chegar a Buritama (a 546 Km de São Paulo), já está transparente."

O estudo é feito por pesquisadores da Unesp de Presidente Prudente e São José dos Campos e mostra como as barragens que existem no trajeto entre a nascente do rio, em Salesópolis, a 22 quilômetros do oceano Atlântico, até a barragem de Nova Avanhandava interferem positivamente na limpeza da água.

Os pesquisadores analisaram as características de absorção de luz da água de quatro das seis barragens que compõem o sistema de reservatórios em cascata do Tietê: Barra Bonita, Bariri, Ibitinga e Nova Avanhandava.