08 de julho de 2026
Artigo

Facenews

Por Redação |
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A que ponto chegamos? Enquanto pessoas morrem na fila do SUS, estamos debatendo visões de terceiros sobre temas que mais parecem um círculo vicioso. Toda semana tem um assunto tomando conta das redes sociais e ocupando o precioso tempo dos críticos de redes, são tantos os embates em torno de temas como Escola Sem Partido, filhos do presidente que atacam o vice-presidente, sobrinho do presidente que assume cargo de confiança, enfim, temas "novos" nunca visto antes, certo? Errado! Tirando a molequice de expor críticas ao vice-presidente porque não segue o pensamento do pai, o resto não é novidade alguma.

Sempre houve debates acalorados em salas de aula quando o assunto é política, partidos, leis, etc. Eu mesma, por diversas vezes, discordei de amigos, professores e até de aulas com um caráter mais político. Porém, foi fundamental para formar opinião acerca dos temas.

Hoje em dia, existe a necessidade de não ser contrariado ou seria um medo excessivo de ser "convencido"? Ah, não venha me falar de Karl Max! Ah, por favor, poupe-me do seu pensamento! Mas, como mover debates, aprender que não somos mesmo iguais, sem ouvir opiniões ou mesmo entender quem foi e quem fez parte dos pensamentos políticos, jurídicos, literários? Acredito que a ideia não é convencer, mas de conhecer! Ainda acredito que a resposta está no bom senso! Afinal, ninguém obriga ninguém a pensar igual. Se bem que no meio político discordar da doutrina presidencial está gerando embates acalorados nas redes sociais. Seria aquilo do diga o que eu digo, mas não faça o que eu faço?

A educação é tão ampla, o debate leva ao conhecimento, a formação de caráter e principalmente ao livre pensamento, que é direito adquirido! Liberdade de expressão, pensamento, religioso, tudo isso é garantido pela constituição! Ah, mas o professor não pode se expressar o seu pensamento em sala, ele tem a obrigação de apenas ensinar.

O contraditório tem reinado em nossa sociedade, e até o contraditório é necessário para que a lei seja justa, mas ainda acredito que o bom senso resolveria tudo, sem alarde, sem grosserias, sem mais.

Kelly Taiacolo é jornalista