08 de julho de 2026
Artigo

A água e a imprensa

Por Redação |
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A água é um produto indispensável a todos os seres humanos. Dela provém os meios para a geração de energia, plantio de alimentos, manutenção de nossa higiene e para saciar a nossa sede. Segundo a ONU, mais de 80 países enfrentam problemas de abastecimento de água. Mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a uma fonte de água de qualidade.

De toda a água existente em nosso planeta, apenas 2,5% são de água doce. Podemos estimar que a reserva de água doce do nosso planeta encontra-se distribuída da seguinte maneira: 68,9% encontram-se congeladas nas calotas polares e nos cumes das altas montanhas; 29,9% localizam-se no subsolo, como em aquíferos; 0,9% em outros reservatórios, como nuvens, vapor d’água, etc e 0,3%, apenas em rios e lagos.

Ela é indispensável à sobrevivência dos seres vivos. Sentimos isso, quando por algum motivo, seu fornecimento é interrompido e ela não chega às nossas torneiras. O assunto torna-se o mais comentado nas redes sociais e as autoridades são questionadas e cobradas pela população. Foi por isso que a água entrou na pauta de discussão desta última semana. A Folha da Região, no seu dever de informar, trouxe à discussão um estudo científico sobre a presença de agrotóxicos e outros elementos na água que é levada para a casa, não só dos araçatubenses, como no Brasil e no mundo.

Pelo fato de o assunto ser de interesse público por todas as razões que citamos acima e pela veemência do título do jornal, que trazia a palavra “envenenada”, criou-se um debate interessante. As autoridades vieram esclarecer que todos os cuidados científicos são tomados para evitar que a população seja afetada.

O que fica de tudo isso, no entanto, são dois aspectos igualmente proeminentes. Um é a importância da imprensa em informar e o saudável debate sobre os limites entre noticiar e criar um estado de instabilidade social pela vivacidade dos títulos. O outro é que água, por ser tão preciosa, merece toda a atenção da sociedade.

Água e imprensa são igualmente indispensáveis. Por isso precisam, sempre, ser preservados, equilibrados, tratados com responsabilidade e filtrados.

Deocleciano Borella Júnior é chefe de gabinete da prefeitura de Araçatuba