09 de julho de 2026
Artigo

A Educação grita por urgência

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

A educação no Brasil não tem mais tempo para esperas e discussões. A situação é tão urgente que todo dia que passa sem que os principais problemas sejam atacados, ficamos um dia a mais no atraso. Não faço aqui uma crítica a este ou àquele governo. Este grito por mais empenho das autoridades caberia em qualquer cenário político.

De acordo com dados do próprio Ministério da Educação – que tem sido notícia apenas por questão menores de política, 14,3% das escolas brasileiras não possuem energia elétrica, esgoto, água e banheiro dentro do prédio e 55,2% não possuem biblioteca ou sala de leitura.

Apenas 45% das crianças estão alfabetizadas na idade certa e somente 7% dos adolescentes que concluem o ensino médio adquirem conhecimentos adequados em matemática e conseguem resolver problemas de porcentagem, por exemplo. Houve crescimento considerável dessa aprendizagem, de 1997 a 2015, para os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), mas para os anos finais (6º ao 9º ano) apresenta estagnação e, no ensino médio, há franco retrocesso. Nós, que vivemos no Estado de São Paulo, que goza de algum conforto, talvez tenhamos dificuldades em assimilar o dado acima citado. Reforço: de quatro escolas brasileiras, uma não tem condições mínimas.

Listado entre os 10 países mais desiguais do mundo, o Brasil possui quase 12 milhões de analfabetos e mais da metade dos adultos entre 25 e 64 anos não concluiu o Ensino Médio. São quase dois milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola e 6,8 milhões de crianças de 0 a 3 anos sem vaga em creche.

Os dados mostram que há sérios problemas com a alfabetização na idade certa, as crianças e jovens não aprendem o que é esperado, a evasão escolar no ensino médio é grave e não há um projeto estruturado para a formação e a carreira docente. Esse cenário crítico é fruto de décadas de descaso. Esse é o legado que fica para 2019 e que o novo governo tem o desafio de modificar.

Esta é a realidade de nossa educação pública, o que explica, por si só, o desempenho pífio dos estudantes brasileiros em avaliações internacionais. Acorda, Brasil!

Bruno Raphael de Souza é empresário