08 de julho de 2026
Artigo

Lugar das forças armadas é na rua?

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Os dias têm sido difíceis em 2019, diante de tantos casos e de tantas vidas perdidas, vale a pena que se dê uma pausa para refletir o porquê estamos diante de problemas tão graves.

Todos nós vivemos uma rotina desenfreada entre trabalhar, cuidar dos filhos, estudar, se esforçar muito para manter um sorriso e a paz interna. Normalmente, ao chegar em casa queremos ver notícias para que possamos estar bem informados, e diariamente vemos tragédias, desmandos, discussões, vidas sendo ceifadas por coisas tão pequenas. No Rio, um pai de família teve o carro alvejado com 80 tiros e morreu porque foi confundido com assaltantes. Os militares estavam presos, a princípio, por desrespeitarem às normas de abordagem do Exército. Pensei, normas de abordagem do exército?

Diante deste caso que se tornou de repercussão internacional, devíamos pensar: o lugar do exército é nas ruas? Qual tipo de treinamento é dado a eles? Acredito não ser o mesmo treinamento dado ao policial militar.

Cabe uma reflexão, o exército nas ruas era para passar uma imagem de segurança e força diante dos "homens do tráfico", certo? Mas, o que levou esses homens do exército a pensar: vamos atirar! É um carro branco, teve um assalto aqui perto, vai que são eles!

O sistema de abordagem não existiu, simplesmente atiraram e ponto. É por motivos como este triste fato acontecido no Rio de Janeiro que penso que as autoridades devem repensar a permanência das forças armadas nas ruas.

O Rio vive em Guerra, o tráfico tomou conta da cidade, tem leis próprias. Será que o método utilizado está dando certo? Quem está morrendo é o pai de família, a criança na escola, a mãe que está no ônibus para ir ao trabalho. Até quando? Até quando teremos que suportar perdas por motivos tão banais e despreparo daqueles que deveriam estar nas ruas com o único objetivo de aumentar a sensação de segurança e defender os homens de bem?

Kelly Taiacolo é jornalista