08 de julho de 2026
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Bonilha destaca a entrega de nova unidade de saúde

Por Redação |
| Tempo de leitura: 5 min
LEANDRO Em 2016, gastos com pessoal ultrapassam limite da LRF/ Arquivo FR

Entre os compromissos de campanha que conseguiu realizar, o prefeito de Brejo Alegre, Adriano Marcelo Bonilha (PV), destacou a conclusão e entrega de uma nova unidade de saúde, no valor de aproximadamente R$ 600 mil, que oferece várias especialidades médicas, como cardiologista e pediatra.
Porém, o chefe do Executivo contou que ainda não conseguiu reestruturar cargos e salários dos servidores municipais. O motivo, segundo Bonilha, é a preocupação de não conseguir pagar os funcionários públicos, por conta da queda na arrecadação, e também o receio do aumento da folha de pagamento.

Bonilha é o sétimo entrevistado da série da Folha da Região que busca fazer um balanço da primeira metade dos governos municipais, bem como cobrar promessas que foram feitas durante a campanha eleitoral de 2016.
Confira a entrevista que o prefeito de Brejo Alegre concedeu à Folha:

No seu plano de governo estavam previstas a conclusão e a entrega de uma nova unidade de saúde para o município. O senhor conseguiu cumprir esse compromisso?

No meu primeiro mandato (2013-2016) eu conclui a reforma da unidade que já existia e fiz uma nova, que inaugurei ainda em dezembro de 2016 e iniciou o atendimento em 2017, no primeiro mês do meu segundo mandato. Lá temos várias especialidades, como cardiologista, pediatra, psicóloga, médico do PSF (Programa Saúde da Família) e dentista. O valor da obra foi de aproximadamente R$ 600 mil, além dos recursos próprios que a prefeitura colocou. Essa unidade fica na rua das Palmeiras. Conclui também a academia da saúde, que construí ao lado, e foi inaugurada no mesmo dia que a unidade.

Ainda na área da saúde estava nos planos do senhor adquirir veículos e aparelhos adaptados às necessidades dos usuários. Deu certo?

Comprei agora três ambulâncias novas com recursos próprios, que custaram R$ 80 mil cada uma, e um micro-ônibus, no valor de R$ 242 mil. Além disso, reformei toda a frota. Quando montei o novo centro de saúde, levei para o antigo o consultório que já tínhamos, onde atende o dentista do município. Agora, consegui comprar equipamentos para montar outro dentro do novo, onde vai atender o dentista do PSF.

O senhor também queria terminar as obras das arquibancadas do estádio municipal. Como ficou essa proposta?

Eu terminei. Fizemos o fechamento do campo, iluminamos e fizemos a arquibancada. Tudo isso custou aproximadamente R$ 300 mil na época. Porém, no mês de maio do ano passado, ocorreu uma grande ventania que acabou causando problemas à cobertura arquibancada. Mas já consertamos e está tudo certo. Fizemos uma parceria com a empresa que fez a construção e conseguimos arrumar. No mesmo local, estou licitando um poço de aproximadamente 100 metros de profundidade, com uma caixa de 20 mil litros, para fazer a irrigação.

Constava no seu plano de governo a conclusão de uma ciclovia na vicinal Massaharu Sakai. Conseguiu terminar?

Sim. Ela se chama Egídio Felício Ramos. No começo não acreditei muito, mas é de grande necessidade. Ficou muito bem colocada. Fizemos uma rotatória e você já entra na cidade dentro da ciclovia.

O senhor ainda queria fazer o reaparelhamento das instalações do prédio próprio da diretoria municipal de agricultura. Foi possível cumprir essa promessa?

Hoje esse prédio está reformadinho. Dentro dessa Casa de Agricultura temos o setor agrícola, o nosso veterinário que mexe com a parte de zoonoses e também epidemiológica, e o meio ambiente. Tudo isso funciona no mesmo prédio. No decorrer desse período, consegui cinco tratores novos, os quais passei para cada uma das associações. Adquirimos ainda uma nova estufa e criamos uma caixa d'água na horta municipal. Consegui dar 30% de recursos próprios para a compra de um caminhão velho para cada associação.

Na questão da transparência, o senhor pretendia implantar o sistema de acesso à informação para os cidadãos. Como esse compromisso está atualmente?

Atualmente, nós temos muita dificuldade com a queda da rede, por causa de um sistema fraco, mas nós temos um Portal da Transparência no nosso município. As informações estão todas lá para quem quer saber sobre licitações, pregões, LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária), o orçamento anual. Tudo o que precisarem está lá.

Estava na sua proposta de governo ainda a análise de possível reestruturação de cargos e salários dos servidores. O senhor conseguiu fazer isso?

Esse compromisso eu não consegui. Em 2017, a usina (de cana-de-açúcar) que tinha no município fechou. Vinha dela para o orçamento muitos recursos do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Se Deus quiser, tenho muita fé nisso, ela vai voltar. Mas, como ela se encontra fechada, fiquei com medo de reestruturar os salários e depois não conseguir pagar os meus funcionários. A gente tem um quadro de servidores que é a "menina dos meus olhos". Apesar de toda a crise econômica, nós conseguimos pagar os salários deles todo dia 29 e ainda um ticket R$ 454,00. Se fizesse a reestruturação, a folha de pagamento poderia ultrapassar o limite (54% do orçamento, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal). Preferi esperar um pouco.

Um dos principais planos do senhor era implantar um minidistrito industrial em Brejo Alegre. Deu certo?

Não foi possível. Mas eu tenho uma fábrica de blocos aqui, em um espaço por comodato, que hoje gera em torno de 20 empregos, e tenho terrenos que estão à disposição de empresas que tiverem interesse de vir para o município. A prefeitura e a câmara fazem um processo de comodato para ceder a área. É meu projeto ainda (criar o minidistrito industrial). Com a crise econômica, todo mundo recuou, porém, a proposta continua em pé. As coisas estão mais difíceis. Antes, eu mandava seis ônibus de calçadistas para Birigui. Hoje, mando só quatro.

Outra proposta de seu plano de governo a execução e entrega de 101 unidades habitacionais pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Como ficou esse compromisso?

Foram entregues no ano passado, com asfalto, calçada e iluminação pública. Tudo correto. Não faltou nada. É o Conjunto Habitacional Tietê B. As construções custaram cerca de R$ 8,5 milhões.

Nesses dois primeiros anos do seu segundo mandato, quais realizações o senhor ainda destacaria?

No terreno para o recinto de exposições nós já conseguimos construir os muros e fazer uma frente muito bonita, com bilheteria, calçada, jardinagem. Agora falta fazer um barracão com banheiro. É o meu projeto para 2019. Quero também fazer um palco na praça com camarim, banheiro, rampa de acesso. Junto com o governo do Estado de São Paulo consegui fazer duas delegacias. Temos vários projetos na cabeça, mas temos que esperar um pouco, porque ainda está tudo muito difícil. As prioridades são saúde, educação e segurança pública.