Anarquia não é sinônimo de bagunça nem de caos. Não significa ausência de ordem e sim ausência de coerção. Para os anarquistas coerção é a força imposta pelo Estado para fazer valer o direito. Todos devem cumprir voluntariamente suas obrigações sem serem obrigados.
Esta equivocada ideia de que anarquia é sinônimo de bagunça não surgiu espontaneamente. Os patrocinadores desta divulgação foram os políticos e religiosos do final do século XIX. As razões por si se explicam. Políticos e religiosos são caciques. Precisam de índios para mandar.
Também é equivocada a ideia de que anarquista não aceita nenhuma ordem. A ordem e a hierarquia são aceitas, desde que sejam livremente aceitas. É um raciocínio muito lógico. Ausência de ordem para os anarquistas chama-se anomia.
Da mesma forma que peitar virou sinônimo de enfrentar, anarquia virou sinônimo de bagunça. Existem tantas leis que não se sabe qual obedecer. Algumas antagônicas a outra. Para os advogados é ótimo. Pois leis são interpretativas.
As placas de trânsito são normas coercivas. Elas impõem o que deve ser obedecido. Sem opção para interpretação. Entretanto, pessoas não as obedecem. Sobretudo os ciclistas.
Alguns grupos de anarquistas defende o fim das hierarquias, até mesmo do Estado e das Religiões. Não transparece que estas pessoas de livre pensamento queiram a evolução da sociedade e sim um limite indeterminado da liberdade.
Antes do surgimento do Estado, as sociedade era organizada pelas religiões. O judaísmo talvez seja a religião que mais influenciou a organização da sociedade ocidental. Estamos no ano de 5779 do calendário judeu. Mudou o calendário, mas o mundo mudou? O Estado criou as leis e são interpretativas. Algumas, até antagônicas a outra. É hora dos juristas ordená-las.
São 5779 anos tentando tocar no intimo das pessoas. Este é o princípio fundamental das religiões. É uma pena, pois surgem pessoas avarentas que tiram proveito das fraquezas dos fieis é se enriquecem. Deixando em segundo plano os ensinamentos da doutrina.
Benute Santos é economiário