08 de julho de 2026
Artigo

Cem dias sem rumo

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Aos 100 dias, Bolsonaro tem a pior avaliação entre um presidente eleito (Folha de São Paulo do, 7 de Abril). O Capitão segue sem rumo e seus comandados parecem seguir pelo mesmo caminho. São muitas caneladas, como o próprio presidente costuma dizer, inclusive em uma delas chegou a comentar que não nasceu pra ser presidente e sim militar.

O que esperar de um Governo que não apresentou nada de propostas no período eleitoral e fugiu dos debates pra não discutir propostas, que fez campanha apenas pelas redes sociais, é claro que não teria quase nada a apresentar nos primeiros 100 dias.

Disse que combateria a Velha Política e o que está se vendo é que a mantém com todos os acordos e benefícios a quem apoiar suas propostas, seja através de liberação de emendas ou indicação e nomeação para cargos.

As Propostas apresentadas até o momento são prejudiciais à Classe Trabalhadora e beneficiam a Elite Brasileira que se sustenta do Povo como a Reforma da Previdência que colocará em risco a vida de milhares de pessoas que, se conseguirem se aposentar pelas regras propostas, terão dificuldades de sobreviver dignamente.

Este Governo foi eleito nos pilares de combate à corrupção, mas o que se vê são escândalos envolvendo sua família e que estão sendo encobertos, como o caso do motorista de um de seus filhos e as ligações dos mesmos com milicianos.

“A ‘corrupção política’, em todas as oportunidades, é a única legitimação da elite brasileira para manipular a sociedade e tornar o Estado seu banco particular. A captura do Estado pelos proprietários, obviamente, é a verdadeira corrupção que, inclusive, a ‘esquerda’ até hoje, ainda sem contra discurso e sem narrativa própria, parece ainda não ter compreendido”.(Jessé de Souza).

Poderia ficar escrevendo muito mais, porém o que escrever de um Governo que até o momento nada de concreto fez e nem tem previsão de fazer a não ser continuar o que seu antecessor estava fazendo a serviço da Elite, que é atacar e destruir os Direitos dos (as) Trabalhadores (as) e dar de mãos beijadas o Patrimônio Brasileiro ao Capital Internacional, em especial aos Estados Unidos.

Fernando Zar é advogado