A vida tem surpresas que nem sempre são o que as pessoas querem ou esperam, situações inesperadas acontecem; e ela não tem um roteiro definido. As pessoas estão sempre preparadas para as coisas boas, belas, agradáveis e quando as adversidades chegam, muitas perdem o rumo, o desespero toma conta. O tempo ou a falta dele, a distância física ou geográfica, tudo isso tem sido usado pelas pessoas para justificar as suas ações ou falta delas. No entanto, chega um momento que a vida faz com pare com tudo, e isso muitas vezes acontece por uma fatalidade. As fatalidades não avisam com antecedência quando chegarão e forçam a uma reflexão sobre como se está vivendo: hoje ou deixando para depois.
Mas o que move as pessoas, o relógio ou o tempo?
Há uma diferença entre eles. Corre- se muito para realizar muitas coisas e o tempo está cada dia mais escasso. O tempo, como aliado na espera do nascimento de um filho, na expectativa de um encontro ou reencontro e como adversário, na perda de um ente querido, nas despedidas diversas.
Mas a qual lado do tempo você tem se dedicado mais? Qual tem sido sua prioridade? Você já parou para refletir o quanto o seu tempo é precioso?
As pessoas estão aprisionadas pelo tempo! E por isso são deixadas pessoas, coisas, decisões, entre outros, para depois.
Quanto você tem deixado pela falta de tempo, o quanto tem perdido?
Vive-se com um cronômetro nas mãos para dar conta de fazer tudo e nem sempre o tempo é suficiente. Mas há algo inevitável, o tempo não para, não retrocede, é para frente que vai e com ele as consequências das escolhas feitas.
Oxalá as pessoas pudessem parar o tempo, mesmo que não seja literalmente falando, mas fazer melhor proveito dele, dividi-lo em partes e assim realizar muitas coisas. O tempo é falado, é cantado, mas não é vivido da maneira que deveria. Há tempo certo para tudo. O tempo é feito por todas as pessoas que tomam decisões, que resolvem mudar algo em suas vidas e aproveitar cada segundo que podem. O tempo é igual para todos, mas com uma diferença, a forma de vivê-lo, a forma de fazê-lo acontecer.
Helena Abel é coach