09 de julho de 2026
Artigo

Dia da Imprensa e o futuro da profissão

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

No dia 7 de abril comemora-se o Dia do Jornalista, vamos relembrar um pouco a escolha da data. Há exatos 88 anos, a Associação Brasileira de Imprensa instituiu o dia 7 de abril como Dia do Jornalista. A decisão foi motivada pela história de Giovanni Battista Líbero Badaró, jornalista de oposição à autoridade de Dom Pedro I. Uma homenagem a um homem de imprensa que enfrentou o poder na época da monarquia e foi assassinado por adversários.

Como podemos ver, o ciclo na área não muda, é só observar que até os dias de hoje, as tentativas de "calar a imprensa" é liquida e certa. A violência sofrida durante o império não é diferente do que o profissional enfrenta hoje.

Para se ter uma ideia, em 2018, houve um aumento de 36,36% de casos de agressão a jornalistas quando comparado ao ano anterior. Os números foram divulgados, há três meses, pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A profissão é árdua e exige coragem! Não há Deus em nenhuma área, sempre haverá bons e maus profissionais em qualquer profissão. Sabemos que existe o péssimo jornalismo, no qual o profissional não apura a informação como deveria, expõe demais a própria opinião na tentativa de convencer o leitor a pensar como ele gostaria. Porém, a maior parte atua com ética e responsabilidade. Se hoje a Lava Jato tomou a dimensão que vemos foi pela atuação do judiciário mas também pela intensa cobertura da imprensa.

Outro ponto importante e que precisa caminhar é a exigência do diploma para o profissional de jornalismo. Não se deve jamais confundir o direito de liberdade de expressão com exercer uma profissão de mexe com a opinião pública e exige ética e responsabilidade do profissional, assim como penso que a partir do momento que houver exigência do diploma para profissão, deve ter punição no sentido de perder o direito de exercer a profissão ao profissional que agir fora da ética profissional.

O Brasil vive a péssima fase de se informar através de fake news, é preciso que o Sindicato dos Jornalistas comece a agir diante dos fatos e promova ações que retorne o debate da exigência do diploma. De nada adianta lutar por todas as classes e esquecer da nossa.

Kelly Taiacolo é jornalista