09 de julho de 2026
Slide

Apesar de boa avaliação, Helena quer continuar investindo em transparência

Por Redação |
| Tempo de leitura: 6 min
ALTO ALEGRE Diversificação da economia e investimentos na área da saúde, educação e moradia são os principais pilares da gestão de Helena Berto/ Arquivo/FR

Apesar de ter conseguido ficar em segundo lugar no Estado de São Paulo na questão da transparência, um dos objetivos de seu plano de governo apresentado nas eleições municipais de 2016, a prefeita de Alto Alegre, Helena Berto (PV), não pretende parar de investir nesse setor.

"Eu quero que isso continue, embora não sei qual é a nossa classificação agora. Naquela época, nós saímos na frente. Agora, todo mundo está correndo atrás, porque é uma exigência", comentou Helena, que é a sexta entrevistada da série da Folha da Região que busca fazer um balanço da primeira metade dos gestores municipais da região e também cobrar promessas de campanha.

Confira a entrevista que Helena concedeu à reportagem:

Um dos objetivos de seu plano de governo era aumentar o número de vagas em creches. A senhora conseguiu fazer isso?

Nós temos vagas sobrando. Construímos uma creche que comporta 150 alunos. Nós temos matriculados cerca de 110 alunos, então, temos vagas disponíveis. Não temos problemas de vagas em creche, nem fila de espera.

Ainda na área da educação, estava no plano de governo da senhora adequar os prédios de ensino fundamental e educação infantil, bem como garantir acessibilidade nesses locais.

Fizemos. As duas escolas conseguiram AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e alvará. Colocamos três climatizadores na quadra de uma delas, que é muito fechada, para que fique fresquinho na hora da meninada jogar. Reformamos a cozinha, a sala de informática. As escolas estão bem. O principal mesmo era conseguir o AVCB. Estamos com todas as escolas adequadas.

No plano de governo da senhora estava também a construção de um barracão do produtor. Deu certo?

Nós não construímos porque já tínhamos um barracão um pouco menor. Nós o adequamos, fizemos uma reforma e cedemos esse imóvel para a Associação dos Produtores Rurais. Achamos por bem adequar do que construir, pois gastamos um valor menor. Com o valor que íamos construir o barracão, compramos uma pá carregadeira nova no valor de cerca de R$ 300 mil.

Outra proposta do seu plano de governo era a pavimentação de ruas e avenidas. A senhora está conseguindo colocá-lo em prática?

Nós recapeamos praticamente a cidade inteira. Vamos fazer uma rua no distrito de Jatobá, que está prevista para este ano. Ela já tinha sido liberada no ano passado, mas como era um ano eleitoral, houve aquele impedimento. Durante ano eleitoral as coisas ficam complicadas e só começam a virar em março do ano seguinte.

Também estava nos planos de governo da senhora a construção de moradias por meio do Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), do governo estadual, nos distritos de Jatobá e São Martinho. Está dando certo?

Nós temos 88 unidades do Minha Casa Minha Vida e da CDHU em Alto Alegre já em fase de construção e devem ser entregues em setembro deste ano. Em Jatobá, estamos fazendo 30 unidades e as obras estão avançadas. A previsão é de entrega até fevereiro do ano que vem. Em São Martinho, nós temos o terreno, mas a CDHU ainda não liberou, pois estamos verificando a demanda. Eu acredito que não existe demanda.

Na parte da saúde, seu plano de governo previa a construção ou aluguel de imóvel para servir como casa de apoio em Barretos. Como está essa situação?

Nós apoiamos a Casa de Apoio de Penápolis em Barretos. Foi feito um evento por uma paciente de lá, no ano passado, e foi transferido R$ 118 mil para essa casa em Barretos. Os pacientes de Alto Alegre ficam nessa casa se for necessário. A maioria prefere ir e voltar. Só em último caso eles ficam lá.

Outra proposta na área da saúde era a aquisição de equipamentos para a clínica de fisioterapia. Como está esse compromisso?

Nós tínhamos um centro de saúde antigo e o reformamos, pois construímos um novo. A clínica de fisioterapia foi colocada lá, em um prédio totalmente reformado e adequado, com alguns equipamentos novos. O prédio ficou muito bonito e já conta com equipamentos novos.

Ainda na área da saúde havia a proposta de aquisição de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Móvel ou uma ambulância melhor equipada para o transporte de passageiros para casos de doenças graves e de urgência e emergência. A senhora conseguiu?

Nós adquirimos duas ambulâncias e neste ano vamos receber outra. Elas são para os pacientes viajarem deitados, pois já temos uma apenas para o transporte. Por que não a UTI Móvel? Os municípios pequenos não têm condições de mantê-la, porque precisa de médicos e enfermeiros para trabalhar 24 horas. Teve uma época em que o governo falou que ia disponibilizar uma UTI, mas isso é totalmente inviável porque o município não tem recursos para dar manter uma equipe de suporte. Nós mandamos nossos pacientes para Penápolis, onde há uma UTI Móvel para atendê-los pelo Cisa (Consórcio Intermunicipal de Saúde) sempre que for necessário. As duas ambulâncias novas foram compradas por meio de emendas parlamentares, uma de R$ 170 mil e outra cerca de R$ 130 mil.

A senhora também propôs em seu plano de governo a implantação de processos para divulgar na internet os pagamentos que são feitos pelo município, identificando fornecedores. A senhora está conseguindo fazer isso?

No Portal da Transparência tem todas as informações sobre a prefeitura: contratos, datas de pagamentos, notas fiscais, salários. Liguei, inclusive, para a empresa que dá assessoria para nós porque os adiantamentos do prefeito e funcionários não estavam aparecendo. Eles já vão corrigir, pois o Portal da Transparência precisa sempre estar Ok. O TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Nós já fomos classificados como segundo colocados em transparência no Estado de São Paulo. Eu quero que isso continue, embora não sei qual é a nossa classificação agora. Naquela época, nós saímos na frente. Agora, todo mundo está correndo atrás, porque é uma exigência do TCE-SP.

Na agricultura, a senhora disse que ia divulgar o programa do governo federal "Luz Para Todos" aos produtores rurais. A senhora tem feito isso?

Nós não temos essa demanda. Quase 100% dos proprietários rurais têm energia elétrica. Não temos esse problema. Ninguém mais usa lampião (risos). Ainda sobre agricultura, nós tivemos um programa importante do Microbacias 2, junto com a Associação dos Produtores Rurais, onde nós compramos tanques para a produção de leite, a qual estou focando. Nós temos um produtor de leite em Alto Alegre que vende para a Nestlé. Temos uma excelência na produção de leite. Quero diversificar a economia porque temos pequenas propriedades atualmente que ficaram inviabilizadas pela maquinização da cana-de-açúcar. Então, foram comprados vários tanques e já melhorou bastante a produção de leite. Compramos também um trator, que já foi repassado para a Associação dos Produtores Rurais. Melhoramos vários trechos de estrada onde estão esses produtores, para que os caminhões possam buscar o leite com maior facilidade.