08 de julho de 2026
Artigo

Fale com o Jarbas, o meu robô!

Por Redação |
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Em 1998, ouvi de um professor que em breve teríamos muito trabalho, e pouquíssimos empregos. Confesso, pouco me interessou tal previsão. Hoje, olhando pelo retrovisor do tempo, posso reconhecer que a previsão anteriormente realizada é um fato, já que em razão da quarta revolução industrial, os empregos diminuem a cada dia. Na primeira, as máquinas à vapor revolucionaram a produtividade das fábricas de tecido na Inglaterra em 1780. Noventa anos depois, em 1870, começava a segunda revolução industrial, com o petróleo, as lâmpadas e os motores à combustão. Na segunda metade do século 20, o mundo viu surgir a terceira revolução industrial e com ela, a crescente perda de postos de trabalho, principalmente do trabalho braçal, sendo substituído por máquinas, robôs industriais e sistemas automatizados. Nesse exato momento uma nova onda impacta sobremaneira a subsistência humana, a quarta revolução industrial. Identificada também como a Indústria 4.0, termo que se originou em 2011 a partir de um projeto do governo alemão que teve como objetivo conectar máquinas, sistemas e ativos, moldando fábricas inteligentes e autônomas. E é aí que o bicho pega! Essas máquinas inteligentes, ligadas à internet, são capazes de um número ilimitado de ações e decisões sem interferência humana. Quando passamos em uma praça de pedágio utilizando um sistema de pagamento eletrônico, passamos direto, sem pagar com dinheiro ou moedas correto? Neste caso, um leitor eletrônico na praça de pedágio, identifica no carro as informações necessárias à cobrança da tarifa, debita e informa a operadora de cartão de crédito, que por sua vez lança automaticamente na fatura o valor pago. Bom, isso é ótimo! Rápido, seguro, sem filas. Sim, é ótimo se você não for o cobrador do pedágio, por que se for, em breve, poderá perder seu emprego. A questão subjacente é que cada vez mais pessoas não terão trabalho em razão das máquinas que não erram, e podem aprimorar a si mesmas, e isso já é uma preocupação mundial. Essas questões são seriíssimas, outros podem quando questionados simplesmente dizer: Olha, não sei nada sobre esse assunto, mas pergunte para o Jarbas, o meu robô!

Marcelo Prates é consultor empresarial