O transtorno do espectro autista é mais comum que se imagina. Conforme um grande estudo publicado em 2018 pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção de Saúde americano (CDC – Ceter for Dieasa Control and Prevention), o autismo afeta hoje, uma em cada 59 crianças. “Se considerarmos que a rede pública de ensino do Brasil atende cerca de 37 milhões de alunos, pode-se dizer que cerca de 600 mil crianças e adolescentes apresenta alguns sinais do TEA”, diz a especialista em Intervenções Precoce no Autismo baseado no Modelo Denver, a psicóloga Andréia Carvalho Castro Barcellos.
Andréia, que também é coordenadora do Programa de Transtorno do Espectro Autista da Apae, explica que o TEA, ou autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento. Isso significa que algumas funções neurológicas não se desenvolvem como deveriam nas respectivas áreas cerebrais dessas pessoas.
“Os sintomas aparecem quando a criança ainda é pequena. Precisam estar presentes antes dos três anos de idade e apresentam comprometimento em duas áreas do desenvolvimento: comunicação/interação e interesses restritos/padrões repetitivos.”
Na cidade, a Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais e a AMA (Associação de Amigos do Autista de Araçatuba) atendem esse público, especificamente nas atividades de desenvolvimento nas áreas comprometidas.
“Cerca de 95% dos nossos alunos frequentam a escola pública também”, diz a diretora da AMA Sidney Freitas Ribeiro. Ela informa que na unidade, as pessoas são atendidas pelo departamento clínico, que inclui médico, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo, enfermeiro entre outros profissionais e também em atividades socioeducativas, com musicoterapia, brinquedoteca, arteterapia, educação física e informática. Os pais dos estudantes também recebem atendimento psicológico.