Dependendo do ponto de vista, foi uma Ditadura para a maioria do povo, um período sanguinário, de usurpação de Direitos, de perseguições políticas, de torturas, assassinatos, sequestros, pessoas exiladas, etc…
Por outro lado os que defendem que foi uma Revolução, que o país se livrou de ser uma Cuba, uma Venezuela, que nestes países o povo vive uma Ditadura, que o país é mais seguro, que os comunistas, socialistas, sindicalistas, integrantes de movimentos dos direitos humanos, etc..
É muito contraditório quem se espelha em não ser uma Cuba e uma Venezuela por viverem uma dita “Ditadura”, que venham a apoiar ser celebrado o dia 31 de março, que foi o dia em que foi sim uma Ditadura no Brasil. Aliás existe uma contradição histórica sobre esta data, teria sido dia 31 de março ou 1º de Abril?
"O processo pode ter começado no dia 31 de março, mas o regime se fez viger mesmo no dia 1° de abril", pontua Marcos Antonio Silva, professor de história da USP (Universidade de São Paulo). O fato de militares e defensores do movimento comemorarem o dia 31 de março como data da "revolução" é uma tentativa de fugir de brincadeiras com o dia da mentira. "Quem implantou a ditadura quis fugir das piadas que chamassem de regime da mentira".
"A melhor data para marcar o golpe é o dia 1° de abril, antes disso o presidente João Goulart ainda estava no poder", considera Luiz Antônio Dias, historiador da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
O presidente Jair Twitter, cancelou uma agenda na Universidade Mackenzie ao saber que haveria protestos contra a iniciativa do Governo de celebrar tal data, e não me venham dizer que no ato havia somente comunistas e socialistas, tinha cidadãos esclarecidos contrários a celebração de um período tão sombrio. Vejam se na Alemanha se cogita celebrar o período do Holocausto.
"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado." Emília Viotti da Costa
Fernando Zar é advogado