Projetos e ações de marketing ambiental me chamam a atenção, especialmente aqueles bem-feitos, que, sinceramente, são exceção. O que mais me desperta interesse são as percepções de empresas que conseguem enxergar claramente (espantoso são as que não se dão conta disso) a existência de um elemento básico de afinidade entre o consumismo contemporâneo e a indústria de energias renováveis: a inovação. Os dois buscam a novidade, o desenvolvimento de um novo processo, produtos ou serviços em resposta antecipada às necessidades e expectativas do cliente, e, porque não dizer, do mundo. Esse elo, por si só, justifica as parcerias entre projetistas, fornecedores de matérias-primas, fabricantes, comerciantes, autoridades, ONGs e clientes finais.
Do ponto de vista comercial, há razões que vão além da visibilidade e exposição da marca. Estou falando da disseminação de atitudes responsáveis, de conscientização e sensibilização, de trazer a sustentabilidade para o dia-a-dia da vida das pessoas. O engajamento ambiental de uma empresa que tem na sustentabilidade um dos seus diferenciais traz reconhecimento e autoridade, impactando no sucesso do negócio. Toda e qualquer empresa pode e deve se dar ao trabalho de executar ações ou projetos ambientais – que vão desde consumo consciente de materiais de trabalho por parte dos colaboradores, parcerias com entidades de reciclagem de materiais, à manutenção de entidades ambientais –, desde que seja verdadeira e estruturada, caso contrário, fatalmente funcionará ao revés.
Esse cuidado com o triple botton line (ser economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente justa) compõe uma das explicações de algumas marcas serem líderes de mercado, como no setor de cosméticos, por exemplo. Elas dão um belo exemplo de que sustentabilidade não tem tempo ou lugar.
Não são aceitáveis as estratégias de greenwashing, que reúne técnicas de marketing e relações públicas para criar imagem positiva relacionada ao grau de responsabilidade ambiental dessas organizações ou pessoas (bem como de suas atividades e seus produtos), ocultando ou desviando a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados. Em vez disso, que invistam em inovação e comprovem a eficiência dos resultados, como novos materiais, métodos, sistemas e equipamentos que contribuam para a preservação do meio ambiente a façam deste um mundo para nós e para as futuras gerações.
Marcelo Teixeira é jornalista especializado em gestão ambiental