Durante o governo do PT em Brasília, o que mais vimos foram políticas keynesianistas, nas quais o estado (governo federal) gastava sem dó nem piedade o dinheiro roubado dos cidadãos através dos impostos. Acreditando que o Estado pudesse ser ele o catalisador de negócios e gerador de riqueza, investiu em muitas obras faraônicas Brasil afora, as quais, quando não abandonadas devido à má gestão e desvio de recursos, ficaram prontas, porém inoperantes.
É justamente destas obras, que milagrosamente chegaram a sua conclusão, porém não funcionam até hoje, que pretendemos trazer a baila neste artigo. Falamos exatamente das UPAs construídas em muitos municípios ao custo de aproximadamente 2 milhões de reais, mas que para ser colocada em operação se gastaria mais de 12 milhões por ano. Famoso presente de Grego, em referência a armadilha que foi o cavalo de Tróia.
Então o que fazer com esse bem público que demandaria uma despesa fixa que os cofres públicos não estão em condições de arcar? Uma das sugestões que todos Liberais iriam colocar, no intuito de se intervir cada vez menos, seria vender os ativos para que médicos operassem clínicas particulares, competindo cada vez mais entre si, e assim que o Livre Mercado começasse a se autorregular.
Como sabemos que esse objetivo final precisa caminhar passo a passo até seu destino, outra sugestão factível a ser estuda, seria o aluguel destes imóveis a grupos de médicos que pagariam seus aluguéis com créditos à prefeitura. Esses créditos seriam usados em consultas e exames, e a população receberia vouchers para que fosse atendida como se estivessem em clínicas particulares. Até o ISS que seria cobrado no serviço médico destas unidades poderiam ser transformados em créditos para serem trocados por consultas através de vouchers.
A ideia acima está longe de ser a ideal para nós Liberais, mas já começaria a pulverizar clínicas que estariam visando receber os vouchers para quitar seus aluguéis com a prefeitura, bem como oferecendo um atendimento de primeira linha para captar o dinheiro privado. Desta forma, mais e mais competição da classe médica se faria presente e assim os preços médios das consultas e exames começariam a se tornar acessíveis a todos. Teríamos o primeiro passo para retirarmos do Estado o seu status de ente onipresente em todos os assuntos de nosso cotidiano.
Deixo aqui a ideia, que pode até não ser a que mais agrade o público tão acostumado a ouvir promessas de lindas intenções, porém de resultados que nunca se concretizam. Mas é com certeza o único caminho a ser tomado para criarmos uma sociedade que gere riqueza ao invés de pobreza.
Rodrigo Andolfato é empresário e membro do Instituto Liberal da Alta Noroeste (Ilan)