A educação, para ter algum sentido, só serve se for para construir pessoas. Em todos estes anos trabalhando na área, tenho militado em favor de um sistema pedagógico que seja a base para o desenvolvimento não apenas da parte intelectual, mas, principalmente, cidadã.
E uma das formas de criar cidadãos mais bem preparados para o futuro é a inclusão de atividades escolares que incentivem a criatividade. A imaginação, a intuição, a criatividade e o pensamento criativo são tão importantes para os projetos pedagógicos quanto a matemática, o português e as demais disciplinas.
Precisamos preparar as crianças, desde o início de sua jornada escolar, a serem criativos, originais e inovadores. Por isso, que vejo uma grande necessidade de as instituições terem em seus currículos o ensino do empreendedorismo.
E esta tem que ser uma disciplina transversal que não se limita aos trâmites de abrir e gerir empresas. Há de se dar condições para os meninos e as meninas exercitarem suas mentes para o desenvolvimento da capacidade de pensar de forma inovadora e criativa. Precisam ser preparados para identificar e reconhecer problemas e, a partir daí, encontrar soluções e oportunidades.
As aulas de empreendedorismo são, a meu ver, uma exigência do presente. O mercado hoje espera que empresários e trabalhadores sejam hábeis em solucionar problemas, tenham capacidade de inovação e possuam pensamento estratégico.
Entre os alunos que aprendem empreendedorismo, também se nota uma melhora de pensamento crítico e analítico, comunicação, trabalho em equipe e resiliência. Além disso, alunos envolvidos com empreendedorismo julgam a experiência de aprendizado como sendo mais significativa e divertida.
O empreendedorismo é, sem sombra de dúvidas, o grande motor do desenvolvimento econômico de qualquer país e a educação empreendedora, um diferencial para a inserção posterior dos alunos no mercado de trabalho. No entanto, essas não são as principais razão pela qual as escolas devem inserir esse conteúdo na grade de ensino.
Bruno Raphael de Souza é empresário