09 de julho de 2026
Artigo

A força do indivíduo na coletividade

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de ter feito carreira nas fileiras militares, a história da minha vida passa por ampla experiência no chamado terceiro setor, onde estão as associações e entidades sem fins lucrativos. Passei por instituições como a Polícia Mirim de Araçatuba e ainda mantenho relação próxima com outras que atuam na assistência social e educação. São ações pontuais que me ajudam a ter uma visão por dentro deste importante motor da sociedade.

Resolvi escrever sobre este tema, esta semana, porque o destino me trouxe, há dois anos, a viver também o cotidiano do chamado primeiro setor, que é o governo. Em mais esta oportunidade de aprender e servir, passo a entender, cada vez mais, como é possível construir um país melhor por meio das ações individuais que aproximem as forças do primeiro (governo) e terceiro setor (associações) com o segundo (empresas).

Tendo a chance de estar intimamente atuando em dois destes pilares e mantendo relações profissionais e sociais com empresários, estou convencido de que a construção de um país mais justo e perfeito passa necessariamente por uma mudança de olhares. Em todos eles, é a ação individual que faz realmente a diferença.

O gestor público, o empresário e o membro de uma instituição precisam ser a mudança que defendem. Quando se generaliza cada um dos setores, os tratando como entes abstratos e distantes, o discurso e as ações caem no limbo da impotência. Mas, ao olhar o indivíduo como agente produtor de ações concretas, vemos que tudo pode melhorar a partir de ações cotidianas, como estabelecimento de diálogos que levam à parceria.

E desta sinergia poderia aparecer, inclusive, uma ação tripartite para capacitação dos agentes ligados ao terceiro setor, melhorando a qualidade dos serviços prestados e assim levando melhorias à sociedade. Cerca de 3 milhões de pessoas são formalmente empregadas por 820 mil organizações da sociedade civil ativas no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Contudo, 66% desses funcionários não têm ensino superior completo.

Se é o indivíduo que pode tornar melhor a humanidade, é nele que devemos investir e incentivar.

Deocleciano Borella Júnior é chefe de gabinete da Prefeitura de Araçatuba