08 de julho de 2026
Saúde

A tecnologia e a saúde mental

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Inicio com muita satisfação e alegria minha participação semanal neste tradicional diário de Araçatuba e região. Confesso que recebi o convite com surpresa e aceitei por acreditar que sempre podemos levar informações e reflexões que possam contribuir com a construção de uma sociedade cada vez mais justa, com melhor qualidade de vida e permeada pela cultura de paz. Pretendo trazer temas diversos que tangenciam segurança pública e saúde. Agradeço pela atenção e coloco-me à disposição para sugestões, críticas e esclarecimentos.

Os cuidados com a saúde física são bem familiares. Difícil mesmo é lembrar da saúde não aparente, talvez porque não é vista ou palpável, mas simplesmente sentida, falo da saúde mental.

Trazer à consciência a importância dos cuidados com a saúde mental, talvez seja o grande desafio nesta era pós-moderna de tecnologia acessível e popularizada, sobretudo móvel. Um dos esforços nesse sentido se vê na campanha “Janeiro Branco” que tem como proposta os cuidados com a saúde mental voltada para busca de qualidade de vida e saúde emocional. A campanha recebe o apoio dos Conselhos Regionais de Psicologia e está em sua 6ª edição.

A percepção que se tem é que uma infinidade de fatores pode, silenciosamente, pôr em desequilíbrio a saúde mental, e isso ocorre a partir de qualquer interação social, seja física ou virtual. Nesse convívio, a escolha da informação a ser consumida determinará a qualidade de vida, pois caso seja seu conteúdo negativo, ruim, pesado, é provável que os, pensamentos, sentimentos e atitudes também os serão.

Enquanto escrevia este artigo, estava acompanhado do meu filho de 10 anos de idade e assistíamos uma matéria sobre Brumadinho e Mariana. Percebi que ele ficou atento à televisão enquanto eram exibidas imagens dos danos causados pelo rompimento das barragens. Em dado momento, subitamente, ele disse: ‘papai agora estou com medo que isso chegue aqui!’

Pela sua fala, ficou claro que seu comportamento (falar) foi estimulado pelo pensamento que teve diante do que estava assistindo e seu sentimento de medo e insegurança foi a resposta ao contexto de tragédia e violência que lhe despertava atenção.

É assim que reagimos, é assim que experimentamos as informações que acessamos. Por isso, deixo uma indicação - escolha bem o que ver nas redes sociais. Se estiver sentindo angustia ou vazio, por já ter passado dez minutos sem olhar o celular, é possível que o Transtorno de Nomofobia esteja afetando sua saúde mental.

Paulo Leite Motooka é coronel da PM